Notícias | Em fotos, os 15 anos da Estação Espacial Internacional em órbita na Terra

 

Em fotos, os 15 anos da Estação Espacial Internacional em órbita na Terra

Notícias | Em fotos, os 15 anos da Estação Espacial Internacional em órbita na Terra.

 

Mantida por agências espaciais do mundo todo, laboratório já recebeu 211 astronautas em mais de 352 viagens

 

 

Onde você estava quando a ISS lançou seu primeiro módulo, em novembro de 1998? Alguns de nós assistiram ao lançamento; outros estavam na escola; e outros ainda nem sequer tinham nascido. É difícil acreditar que a Estação Espacial Internacional – o maior projeto de cooperação científica que existe – está comemorando seu 15º aniversário.

 

A primeira tripulação a morar na ISS chegou em 2 de novembro de 2000. Desde então, a Estação esteve continuamente ocupada por 13 anos. É, de longe, a presença humana contínua mais longa no espaço, e o único laboratório permanentemente sem peso.

 

Hoje, o grande laboratório em órbita inclui contribuições da NASA, ESA (Agência Espacial Europeia), Roscosmos, CSA-ASC (Agência Espacial Canadense) e JAXA (Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial). Incluindo a atual tripulação, 211 pessoas já visitaram e trabalharam na Estação em mais de 352 voos espaciais.

 

Para desejar à ISS um feliz aniversário, nós escolhemos os momentos mais bacanas de sua vida no espaço: seus primeiros habitantes, sua construção, e suas operações atuais.

 

Estrela bate recorde de planetas fora do Sistema Solar

Sistema Solar
Estrela bate recorde de planetas fora do Sistema Solar
Estrela ‘gêmea do Sol’ bate recorde de planetas fora do Sistema Solar
Astrônomos americanos acharam quinto astro orbitando a estrela 55 Cancri. A 41 anos-luz da Terra, corpo celeste tem chance de abrigar vida.Pesquisadores americanos anunciaram a descoberta de um quinto planeta orbitando a estrela 55 Cancri, que é uma “gêmea” do nosso Sol a cerca de 41 anos-luz daqui. Com isso, a estrela bate o recorde de planetas extra-solares (fora do Sistema Solar) confirmados até hoje, informou a Nasa.Concepção artística mostra o novo planeta (em primeiro plano) e três de seus companheiros no mesmo sistema estelar (Foto: Nasa/JPL-Caltech)O sistema estelar da 55 Cancri registra, por enquanto, apenas gigantes gasosos, nenhum deles menor que Netuno. Mas isso pode ser um resultado de um viés da técnica usada pela equipe, que foi liderada pela astrônoma Debra Fischer, da Universidade Estadual de San Francisco, nos Estados Unidos. É que o método dos pesquisadores usa como base um “bamboleio” na estrela-mãe, causado pela atração gravitacional sutil do planeta. Quanto maior o planeta, maior o bamboleio e, portanto, mais fácil fica detectá-lo.

Comparação entre o sistema extra-solar (em cima) e o nosso Sistema Solar; em azul, as órbitas dos planetas (Foto: Nasa/JPL-Caltech)

O novo planeta tem a metade do tamanho de Saturno — o equivalente, portanto, a 45 vezes a massa da nossa Terra — e completa uma órbita ao redor de sua estrela a cada 260 dias. O melhor de tudo é que, como 55 Cancri é uma estrela um pouco menos luminosa que o Sol, o planeta está na chamada zona habitável, onde a água pode aparecer no estado líquido.

O que isso pode significar? Talvez condições favoráveis à vida, se não no próprio planeta, que afinal é gasoso, então em suas possíveis luas. É que todos os gigantes gasosos do nosso Sistema Solar possuem muitos satélites naturais formados por uma mistura de água, rocha e outros elementos.

Justiça britânica considera Scotland Yard culpada no caso Jean Charles

Justiça britânica considera Scotland Yard culpada no caso Jean Charles
Julgamento havia começado em 1º de outubro último.A Scotland Yard deverá pagar multa e avisou que irá recorrer da sentença.
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A Scotland Yard foi considerada culpada pela morte do brasileiro Jean Charles de Menezes pelos jurados do caso. A decisão foi dada nesta quinta-feira (1), no tribunal Old Bailey, em Londres. O julgamento havia começado no último dia 1º de outubro.
A Scotland Yard deverá pagar uma multa e anunciou que apelará da decisão, segundo a rede britânica “BBC”.

O juiz instrutor do processo, Richard Henriques, impôs o pagamento de uma multa de 175 mil libras (cerca de R$ 632 mil) e dos custos judiciais, de 375 mil libras (aproximadamente R$ 1,3 milhões). No entanto, os advogados da instituição já disseram que apresentarão um recurso de apelação, informou a rede pública britânica “BBC”.

A acusação listou 19 “falhas fundamentais” de Scotland Yard, por ter cometido uma série de “erros catastróficos” que culminou com a morte do brasileiro de 27 anos. O advogado da polícia metropolitana sustentou, por sua vez, que Jean Charles reagiu “de maneira agressiva e ameaçadora” quando foi parado pelos policiais. Segundo o presidente do júri, “ao chegar a este veredicto, o júri não atribui nenhuma culpabilidade pessoal à oficial (Cressida) Dick”, que estava encarregada pela operação policial que acabou com a vida do brasileiro.

Reprodução
Jean Charles de Menezes (Foto: Reprodução)
Após a divulgação da sentença, o Partido Liberal-Democrata (terceira força no Reino Unido) pediu a renúncia do comissário-chefe da Scotland Yard, Ian Blair.
Jean Charles foi baleado em 22 de julho de 2005 por integrantes da Polícia Metropolitana dentro de um trem do metrô londrino ao ser confundido com o etíope Hussain Osman, um dos autores dos ataques fracassados no dia anterior ao da morte do brasileiro.

Segundo o júri, a Scotland Yard foi considerada culpada por violar as leis de saúde e segurança durante a operação que matou o brasileiro.
Promotores do caso disseram que os policiais colocaram em risco a vida de outras pessoas durante a operação. Os advogados de defesa disseram que o assassinato foi um erro, não um crime.
Livro
A trágica história, que mistura imperícia, negligência, erros e arrogância de uma das polícias mais famosas do mundo foi recontada pelo escritor Ivan Sant’Anna, no livro “Em Nome de Sua Majestade” (editora Objetiva). Uma tragédia que começou quando o agente secreto, que urinava atrás da árvore, identificou o alvo errado.

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“O agente estava em frente ao prédio desde 6h04. Exatamente às 9h30, ele foi atrás de uma árvore, porque estava vontade de ir ao banheiro. Neste momento, o Jean Charles saiu de casa. Foi um erro absurdo porque ele não decorou a cara, a fisionomia do terrorista que estava procurando. Então, ele teve que filmar com um celular e mandar para o comando da polícia para que a central decidisse se era o Osman – o terrorista -, ou não”, explica Ivan Sant’Anna.

“Se o Jean Charles era um homem-bomba, por que o deixaram entrar no ônibus? Se, 14 dias antes, um homem havia se explodido em um ônibus, em Londres, matando um monte de gente”, indaga o escritor.

Detalhes
A conclusões da investigação sobre as circunstâncias em que o brasileiro Jean Charles de Menezes foi morto pela polícia britânica em 2005 vão ser reveladas ao público nos próximos dias, indicou nesta quinta-feira (1º) a Comissão Independente de Queixas da Polícia (IPCC). O informe, conhecido como Stockwell One e elaborado pela IPCC, “será publicado, em breve, em sua totalidade”, afirmou um funcionário da comissão, pouco depois de a polícia britânica ser condenada por ter infringido as leis de saúde e de segurança durante a operação em que Jean Charles foi morto. Após o veredicto confirmando a culpa da Scotland Yard, vários políticos da oposição vêm pedindo a renúncia do chefe da polícia metropolitana, Sir Ian Blair, que, após serem publicadas as conclusões do esperado informe, poderá ser sujeito de ainda mais pressão.