ESPECIAL-Desemprego tem nos jovens maiores vítimas e arruína sonho de ganhos com educação

SÃO PAULO (Reuters) – A enfermeira Ana Carolina, 26 anos, conseguiu um sem precedentes na família, foi uma primeira e uma disciplina de uma faculdade. Hoje, no entanto, engrossa a fileira de jovens que enfrentam um inversão radical do mercado de trabalho: cresceram em economia de pleno emprego, mas passaram a conviver com o desemprego recorde.

“Eu achei que não iria demorar muito para conseguir um emprego.” “” “” “” ” ” ” ” ” ” ” ” ” ” ” ” “” ” ” ” ” ” ” ‘

Além da graduação em uma universidade privada de São Paulo, um jovem concluiu uma pós-graduação em pediatria em 2015. No entanto, carrega apenas uma experiência dos estágios que são obrigatórios durante uma graduação.

Nossos últimos anos, trajetórias como a de Ana Carolina se tornaram comuns pelo Brasil, com mais jovens chegando ao ensino superior. Entre 1995 e 2015, uma quantidade de universitários de 18 a 24 anos aumentou de 1,1 milhões para 4 milhões, segundo levantamento por consulta Plano CDE com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

Os anos a mais de estudos, no entanto, não é traduzido na garantia de um emprego. Pelo contrário. A grande marca da atual crise – por sua vez, a partir de 2014 – é o forte crescimento do desemprego, sobretudo, entre os jovens.

“Estamos formando uma geração de jovens que vai ficar com algumas lacunas por causa do elevado desemprego, como, por exemplo, não saber se portar uma empresa, disciplina e organização de tempo”, diz o diretor-executivo da consultoria Plano CDE, Maurício De Almeida Prado.

No trimestre encerrado em março, um taxa de desemprego apurado entre os trabalhadores de 14 a 17 anos chegou a 45,2 por cento, o equivalente a 1.265 milhões de pessoas, segundo dados da Pnad Contínua, patamar recorde desde que o levantamento começou um ser Em 2012.

Na faixa dos 18 a 24 anos, uma desocupação completa 28,8 por cento, ou 4,503 milhões, também a maior já apurada. Como comparação, no mesmo período, o desemprego geral também foi recorde, mas bem abaixo do observado entre os jovens, de 13,6 por cento.

“Os jovens são grandes perdedores da crise do mercado de trabalho. O desemprego é sempre mais elevado entre eles, mas o ponto é que essa táxons que já era alta aumentou bem mais para esse grupo”, afirma o diretor do FGV Social, Marcelo Neri.

Para justificar o maior impacto da crise do mercado de trabalho entre os jovens, Neri também se vale do comportamento da renda obtida por diferentes grupos no mercado de trabalho.

Entre o primeiro trimestre de 2015 e o primeiro trimestre de 2017, a renda recuou 15,3 por cento ao ano para jovens de 15 a 19 anos, e caiu 7,9 por cento ao ano para a idade de 20 a 24 anos. Nenhum conjunto de todos os trabalhadores brasileiros, uma queda menor, de 3,3 por cento ao ano.

Os mais novos acabam sofrendo com a crise por um processo duplo. Eles são os primeiros a perder o emprego por causa do custo mais baixo de demissão, ao mesmo tempo em que não estão disponíveis sem mercado de trabalho por falta de experiência.

Os últimos números do mercado de trabalho mostraram uma melhora do quadro. A taxa de desocupação recuou a 13 por cento no trimestre encerrado em junho, mas com aumento do trabalho informal. Os dados detalhados sobre a desocupação por idade só estão disponíveis no prazo. [NL1N1KJ10V]

DecepçãO

Um levantamento da Locomotiva Instituto de pesquisa retrata bem com uma combinação de perversa entre o avanço educacional dos brasileiros ea decepção com uma falta de perspectiva para economia brasileira. De acordo com o estudo, 72 por porção de jovens brasileiros estudaram mais do que seus pais, mas 75 por cento dos brasileiros com até 30 anos acreditam que o país não vai voltar a criar vagas de emprego antes de dois anos.

“Há uma crise de perspectiva.” O que é o que é o que é o que é o que é o que é o que é o Brasil, é um problema? “, Afirma Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotivo.

Desempregado há dois meses, Erick Sobral, 19 anos, ainda tentando lidar com essa falta de perspectiva e entender quem é culpado por falta de emprego entre os jovens.

“Eu não consigo entendendo em que momento erramos, em que ponto erramos para aqui”, afirma.

Ele trabalhava na própria empresa de publicidade em São Paulo com uma irmã de 17 anos, desempregada desde setembro do ano passado. Os dois demitidos são com uma justificativa de uma crise econômica afetada por uma quantidade de clientes da companhia, provocando uma redução de número de funcionários.

“Moramos com a nossa mãe. Ela trabalha na empresa de telemarketing, mas também está sem emprego e nosso pai não paga pensão. Estamos basicamente vivendo de seguro-desemprego”, diz Erick.

Atualmente, ele estuda por conta própria para o Enem e sonha em cursar uma graduação em publicidade no ano que vem.

Investimento Perdido

A deterioração do mercado de trabalho para os mais novos é preocupante porque traz não é um prazo curto, mas também não existe, é uma vez que está fazendo o Brasil desesperado ou investiu no governo na educação.

“Com o desemprego elevado entre os jovens, não está conseguido fazer com que o investimento em educação de retorno esperado para uma sociedade”, afirma Neri, da FGV.

No ano passado, os gastos do governo federal com Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), financiou uma graduação não Ensino Superior, foram de 19,1 bilhões de reais. Em 2010, foram 880 milhões de reais.

A crise, aliás, é tanta que os jovens que se beneficiaram do Fies também não estão sendo conseguidos.

A pedagoga Ana Clara Ferreira, 26 anos, ainda desenvolve 2 mil reais ao programa. Ela começou uma faculdade em 2010 e desde que se formou só trabalho por três meses na área, em escola particular em Campos do Jordão, interior de São Paulo.

“Eu já queria ter feito pós-graduação depois que eu formou, não estou dando certo”, disse. Há um mês, Ana Clara conseguiu um emprego como secretária, mas ainda não pode acertar a sua dívida com o programa de estudo estudantil.

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