Em Paris, Dilma acusa “ação irresponsável”

Em Paris, Dilma acusa “ação irresponsável” por desastre com barragem da Samarco

Fonte: Em Paris, Dilma acusa “ação irresponsável”

Em Paris, Dilma acusa “ação irresponsável” por desastre com barragem da Samarco

(Reuters) – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira, em discurso na cúpula da ONU sobre o clima em Paris, que a “ação irresponsável de uma empresa” levou ao rompimento de barragem de rejeitos da mineradora Samarco em Mariana (MG), que provocou o maior desastre ambiental da história do país.

“Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”, disse Dilma em pronunciamento na conferência da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a mudança do clima na capital francesa.

O rompimento em 5 de novembro da barragem da Samarco, joint venture formada pela anglo-australiana BHP Billiton e pela Vale, deixou ao menos 13 mortos e derramou uma lama espessa com rejeitos de mineração que atingiu o rio Doce e chegou ao oceano Atlântico no Espírito Santo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, anunciou na semana passada que os governos federal e dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo vão entrar com uma ação civil pública de reparação de danos no valor de 20 bilhões de reais contra as mineradoras Vale, BHP Billiton e Samarco para a compensação pelo rompimento da barragem.

Em seu discurso na cúpula da ONU, que tem como objetivo a assinatura de um acordo global para conter o aquecimento global, Dilma também ressaltou a meta voluntária anunciada pelo Brasil de reduzir 43 por cento das emissões no ano de 2030 em comparação com os níveis de 2005.

“Trata-se de meta de redução absoluta para o conjunto da economia. Ela é sem dúvida muito ambiciosa e vai além de nossa parcela de responsabilidade pelo aumento da temperatura média global”, disse a presidente.

Dilma disse ainda que o Brasil não está alheio aos problemas das mudanças climáticas, tendo enfrentado secas no Nordeste e chuvas fortes e inundações no Sul e no Sudeste do país.

“O fenômeno El Niño nos tem golpeado com força”, afirmou.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro)

CMO adia votação do relatório de receitas do Orçamento

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) adiou a votação do relatório de receitas do Orçamento de 2016 para terça-feira, tornando o prazo mais apertado para que o texto final seja aprovado ainda neste ano pelo Congresso, em meio a discussões que ainda perduram no governo sobre a necessidade de inclusão da CPMF no parecer.

Fonte: CMO adia votação do relatório de receitas do Orçamento

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) adiou a votação do relatório de receitas do Orçamento de 2016 para terça-feira, tornando o prazo mais apertado para que o texto final seja aprovado ainda neste ano pelo Congresso, em meio a discussões que ainda perduram no governo sobre a necessidade de inclusão da CPMF no parecer.

Na véspera, o relator da matéria, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), deixou de fora a previsão de arrecadação com a polêmica contribuição sobre movimentação financeira em nova versão do seu relatório, na qual previu receita primária líquida de 1,193 trilhão de reais em 2016, 10,8 bilhões de reais a menos que o calculado pelo governo em sua última proposta enviada ao Legislativo.

Nesta quinta-feira, Gurgacz apresentou um adendo ao texto, passando a estimar receita de 17 bilhões de reais com leilão de hidrelétricas realizado na véspera, contra um montante indicado anteriormente de 11 bilhões de reais.

Na quarta-feira, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, já havia dito que todos os recursos levantados no certame deveriam ser computados nas contas públicas somente no início do próximo ano.

Segundo um membro da CMO, que falou em condição de anonimato à Reuters, ainda há impasse no governo sobre a necessidade de inclusão da CPMF no relatório de receitas para reforçar o orçamento, diante de perspectivas de fraca arrecadação em novo ano de recessão econômica.

Outro membro do colegiado disse que o relatório de receitas não foi votado nesta quinta-feira porque o Executivo não contava com ninguém no Congresso para destacar a volta da CPMF.

A contribuição ainda pode voltar ao texto caso um destaque nesse sentido seja apresentado por algum parlamentar e posteriormente aprovado pela maioria dos membros do colegiado.

Depois do sinal verde ao relatório, a CMO ainda precisa aprovar o relatório preliminar, relatórios setoriais e, finalmente, o relatório geral do Orçamento. Só então ele poderá ser apreciado no Congresso, em sessão conjunta.

Segundo o líder do governo na CMO, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), ainda há tempo para que isso ocorra este ano, com a comissão aprovando o relatório geral do Orçamento no dia 16 de dezembro e o Congresso apreciando o texto no dia 17.

(Por Marcela Ayres)

Fitch vê Brasil vulnerável a rebaixamento em 2016 »

Os mercados emergentes deverão enfrentar outra onda de rebaixamento de ratings para o próximo ano, com o Brasil sob risco de ter um corte para grau especulativo e a região da África e Oriente Médio recebendo potencialmente uma “perspectiva negativa”, disse o principal analista de ratings soberanos da agência de classificação de risco Fitch, James McCormack, em entrevista.

Fonte: Fitch vê Brasil vulnerável a rebaixamento em 2016 »


ENTREVISTA-Fitch vê Brasil vulnerável a rebaixamento em 2016 por falta de consolidação fiscal

Por Marc Jones

LONDRES (Reuters) – Os mercados emergentes deverão enfrentar outra onda de rebaixamento de ratings para o próximo ano, com o Brasil sob risco de ter um corte para grau especulativo e a região da África e Oriente Médio recebendo potencialmente uma “perspectiva negativa”, disse o principal analista de ratings soberanos da agência de classificação de risco Fitch, James McCormack, em entrevista.

Os preços deprimidos das commodities combinados com o crescimento global medíocre e a aproximação da primeira elevação dos juros nos Estados Unidos em quase uma década estão se mostrando uma ameaça para os ratings dos países em desenvolvimento, disse McCormack à Reuters.

A agência já cortou o rating de 12 economias emergentes exportadoras de commodities neste ano, e 14 países, incluindo grandes nomes como Brasil, Rússia, África do Sul e Nigéria estão atualmente sob alertas de rebaixamento –ou perspectivas negativas na linguagem da agência de rating. O próximo ano parece que terá uma história similar.

Em outubro a Fitch cortou a nota de crédito do Brasil para “BBB-“, último degrau que garante o grau de investimento, e agora todas as atenções estão voltadas para ver se ela segue a S&P e corta a nota do Brasil para grau especulativo.

“Creio que é um padrão em que vamos continuar vendo no próximo ano”, disse McCormack.

Em setembro, a Standard & Poor’s retirou o selo de bom pagador do Brasil ao cortar o rating do país para “BB+” ante “BBB-“, e sinalizou que pode colocar o país ainda mais para dentro do território especulativo, ao manter a perspectiva “negativa” para a nota de crédito brasileira.

Tal movimento pode retirar mais de 20 bilhões de dólares de valor dos títulos brasileiros, prevê o JPMorgan.

“O Brasil parece ser o mais vulnerável (a perder o grau de investimento)”, disse McCormack, citando a falta de consolidação fiscal do país como a maior causa de preocupações.

“Vamos olhar para isso novamente no começo de 2016. Quando as coisas estão se deteriorando, precisamos acompanhar com maior frequência. Faz apenas poucos meses (desde o último rebaixamento em outubro), mas até o momento nós não vimos de fato nenhuma melhora.”

As expectativas de que o dólar continuará a subir quando a taxa de juros dos EUA começar a ser elevada também são importantes para os ratings de mercados emergentes.

“Historicamente não há relação entre o rating médio dos mercados emergentes e a taxa de juros do Fed, mas há uma relação bem próxima entre o dólar e o rating médio dos mercados emergentes”, completou McCormack.

Dólar sobe mais de 1% sobre o real após prisão do líder do governo

O dólar subia mais de 1 por cento em relação ao real no início dos negócios desta quarta-feira, após a Polícia Federal prender o líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS)

Fonte: Dólar sobe mais de 1% sobre o real após prisão do líder do governo

PF prende senador Delcídio Amaral e presidente do BTG Pactual em nova etapa da Lava Jato

(Reuters) – O líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS), foi preso em mais uma etapa da operação Lava Jato, confirmou nesta quarta-feira a Polícia Federal. As operações também envolveram a prisão do presidente do BTG Pactual, André Esteves, afirmou uma fonte à Reuters.

A fonte afirmou ainda que a operação incluiu buscas na residência do executivo do BTG Pactual e na sede do banco em São Paulo.

De acordo com reportagens da Globo e do site do jornal Folha de S.Paulo, a prisão de Delcídio foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o Ministério Público apresentou provas de que o senador tentava obstruir os trabalhos da Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção na Petrobras <PETR4.SA) e em outros estatais.

O senador foi citado por delatores da Lava Jato como acusado de participar do esquema de desvio de dinheiro envolvendo a Petrobras, de acordo com reportagens.

Segundo a PF, Delcídio ficará detido em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Contatado pela Reuters, o BTG Pactual disse que não comentaria a notícia sobre a prisão de Esteves.

(Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro; Reportagem adicional de Guillermo Parra-Bernal)