Jogos da Commonwealth na Índia podem ser alvo de boicotes

Jogos da Commonwealth na Índia podem ser alvo de boicotes

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Onda de sequestros assusta na véspera de eleições no Afeganistão

Onda de sequestros assusta na véspera de eleições no Afeganistão

CABUL (Reuters) – Um candidato ao Parlamento estava entre as 19 pessoas que foram sequestradas no Afeganistão, informaram autoridades eleitorais nesta sexta-feira. Os incidentes ocorreram na véspera da votação parlamentar que o Taliban prometeu não perturbar, trazendo um começo pessimista para as eleições, apesar do reforço da segurança.

Segundo o porta-voz da Comissão Eleitoral Independente (CEI) do Afeganistão, Noor Mohammad Noor, um candidato foi sequestrado na província de Lagham, no leste do país, mas as circunstâncias ainda não estavam claras.

Segundo ele, oito autoridades do IEC que teriam sido sequestradas em Baghis já se encontravam em local seguro.

Autoridades estavam confirmando informações de que dez cabos eleitorais também haviam sido sequestrados pelo Taliban na mesma região, disse Noor.

A onda de sequestros ocorreu apesar do aumento da segurança no país antes das eleições, que serão um teste importante depois de a eleição presidencial do ano passado ter sido marcada por muitas falhas.

As ruas da capital afegã, Cabul, estavam em grande parte tranquilas. Postos de controle foram estabelecidos para parar e vasculhar automóveis, numa tentativa de prevenir contra ataques.

“Estou feliz e pronto para participar das eleições de amanhã, para escolher nosso futuro”, disse Abdul Qahir, de 31 anos e dono de uma construtora, depois de passar em um posto de controle.

“É importante votar. Precisamos eleger boas pessoas, não comandantes de guerra”, disse ele à Reuters.

Quase 300 mil soldados e policiais afegãos estarão em alerta durante as eleições, com o apoio de quase 150 mil soldados estrangeiros. Na quinta-feira o Taliban renovou sua ameaça de atacar alvos estrangeiros e afegãos e pediu que os eleitores fiquem em casa.

O governo dos Estados Unidos está observando de perto os acontecimentos antes da revisão da estratégia de guerra do presidente norte-americano Barack Obama, prevista para dezembro. O governo Obama vai reexaminar o ritmo e a escala da retirada de tropas norte-americanas.

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, disse em Washington durante a noite que a atual estratégia parecia estar funcionando, mas alertou que um progresso permanente poderia demorar meses.

A maior preocupação é que ataques ou ameaças de violência por parte do Taliban afastem eleitores das urnas, como ocorreu no ano passado.

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Denúncias derrubam ex-auxiliar de Dilma na Casa Civil

Denúncias derrubam ex-auxiliar de Dilma na Casa Civil

BRASÍLIA (Reuters) – Atingida por denúncias de tráfico de influência envolvendo seu filho, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, pediu demissão da pasta nesta quinta-feira.

Após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sua saída foi anunciada a pouco mais de duas semanas do primeiro turno das eleições. Substituta da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, Erenice foi seu braço direito na pasta, que chefiou a partir de 31 de março.

As denúncias envolvendo familiares de Erenice se somam às notícias de quebra de sigilos fiscais de pessoas ligadas ao candidato do PSDB à Presidência, José Serra, que esquentaram a campanha eleitoral.

Até o momento, o vazamento de dados do fisco não tiveram impacto sobre a corrida presidencial, segundo as pesquisas. Nesta manhã, nova sondagem Datafolha mostrou Dilma com 51 por cento das intenções de voto, oscilando 1 ponto para cima contra 27 por cento de Serra.

Desde o fim de semana, Dilma vinha afirmando que não se sentia atingida pelas denúncias envolvendo a família da ex-auxiliar. Após ser anunciada a saída da ministra, a presidenciável afirmou que “Erenice tomou a atitude mais correta”. .

Serra aproveitou o episódio das novas denúncias para dizer que mostram que a Casa Civil havia se tornado um “centro de maracutaias”, uma vez que o primeiro titular no governo Lula, José Dirceu, teve que deixar o cargo em meio ao escândalo do mensalão.

O efeito do caso do suposto lobby comandado por filho de Erenice, por ser mais recente, pode não ainda ter sido medido nesta última pesquisa, mas analistas ouvidos pela Reuters não acreditam, neste momento, que ele atrapalhe as chances de vitória de Dilma no primeiro turno.

“As chances de que isso force um segundo turno ainda são bastante pequenas. A oposição terá que ser bastante habilidosa para explorar o caso”, disse o consultor político Amaury de Souza.

“Os escândalos de corrupção até agora não mudaram a preferência dos eleitores, com exceção daqueles com grau de instrução ou renda mais elevados. Isso é insuficiente para mudar as possibilidades”, acrescentou.

Christopher Garman, analista político do Eurasia Group, vai na mesma linha.

“A intenção de voto dela pode recuar alguns pontos, mas não há virtualmente nenhum risco de que isso possa forçar um segundo turno. O impacto será muito pequeno”, previu.

A oposição negou que as denúncias sejam uma “questão eleitoral”. O presidente do PSDB, Jorge Guerra, chegou a dizer que as novas acusações teriam partido dos aliados da candidata petista. “Essas denúncias devem ter partido dos próprios aliados da Dilma, já que eles brigam por poder desde antes, durante e brigarão depois da campanha”, afirmou.

Governo e campanha avaliavam que teria menos impacto na campanha manter Erenice no cargo, mas com as novas denúncias sua demissão passou a ser a saída para evitar que o desempenho eleitoral de Dilma sofresse algum esvaziamento.

Assume interinamente a Casa Civil o atual secretário-executivo, Carlos Eduardo Esteves Lima. Segundo o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, a mais cotada para o posto é Miriam Belchior, atual subchefe de Articulação e Monitoramento da pasta.

PAZ E TEMPO

Dizendo-se surpreendida pelas acusações que pesam sobre seu filho e um ex-auxiliar, Erenice chamou as denúncias de “ilações” e “mentiras”, mencionando ainda que se trata de uma “sórdida campanha” contra sua imagem, de seu trabalho e de sua família.

“Preciso agora de paz e tempo para defender a mim e a minha família, fazendo com que a verdade prevaleça o que se torna incompatível com a carga de trabalho que tenho a honra de desempenhar na Casa Civil”, disse Erenice na carta de demissão lida a jornalistas por Baumbach.

De acordo com fonte do Planalto, Erenice não teria “aguentado o tranco” da sucessão de denúncias. “Político tem a casca mais grossa, técnico não”, afirmou a fonte.

A pressão sobre Erenice, advogada de 51 anos nascida em Brasília, subiu ainda mais depois que o jornal Folha de S.Paulo publicou reportagem nesta quinta, como já havia feito a revista Veja no fim de semana, indicando que Israel Guerra, filho da ministra, realizava tráfico de influência junto ao governo.

O assessor da Casa Civil Vinicius Castro, que pediu demissão na segunda-feira, faria parte do suposto esquema, segundo a Veja.

Erenice nega envolvimento no lobby e na terça-feira emitiu nota acusando Serra, sem citá-lo diretamente, de aético, afirmando que ele já está derrotado nas eleições. O tom da nota e seus termos teriam desagradado o Planalto.

A Comissão de Ética da Presidência da República, por solicitação da própria Erenice, iniciou a apuração de possível violação de conduta na segunda-feira.

A Polícia Federal vai apurar se a participação de advogados, empresas e do filho da ministra Israel Guerra constitui tráfico de influência. Por ocupar cargo de ministra, ela só poderia ser investigada com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF).

(Reportagem de Maria Carolina Marcello; reportagem adicional de Natuza Nery, Ray Collit e Bruna Serra)
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ESTREIA-Aniston faz inseminação em \”Coincidências do Amor\”

 

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ESTREIA-Aniston faz inseminação em \”Coincidências do Amor\”

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SÃO PAULO (Reuters) – Num momento-chave da comédia romântica “Coincidências do Amor”, que estreia na sexta-feira, entra em cena o clássico pop de Madonna “Papa, don’t preach”. Na música, uma adolescente grávida conta a notícia ao pai e pede “Papai, não me passe um sermão (…) Eu já resolvi, vou ter o bebê”. Curiosamente, a música é tocada numa festa em que uma das personagens centrais comemora a sua inseminação artificial que acontecerá minutos depois.

A presença da música é uma ironia, pois a personagem está beirando a casa dos 40, não encontrou o suposto homem certo para ser o pai de seu filho e apelou para um doador não-anônimo. Ao contrário da pobre adolescente cantada por Madonna, Kassie (Jennifer Aniston, a eterna Rachel de “Friends”) não precisa temer a bronca do pai com a gravidez indesejada, e tem meios para sustentar seu filho.

A única pessoa a ralhar com ela é seu melhor amigo, Wally (Jason Bateman, de “Juno”), que não se conforma por não poder ser o doador de esperma. A explicação de Kassie: “somos amigos demais”. Por não querer recorrer a um banco e ter um pai anônimo para seu filho, ela acaba contratando Roland (Patrick Wilson, de “Watchmen”), professor universitário boa praça, mas sem dinheiro, e casado, cuja mulher concorda totalmente com a doação.

Mas por uma infelicidade, Wally derruba acidentalmente na pia o sêmen que Roland depositou num potinho e o substitui pelo seu. E Kassie engravida sem saber que o pai é o seu melhor amigo. Mas ele também não se lembra do acidente daquela noite pois misturou remédio com bebida.

“Coincidências do Amor” pode parecer tanto uma comédia escatológica, quanto mais um das dezenas de comédias românticas que Jennifer Aniston protagonizou. A surpresa é que o filme não é nenhuma das duas coisas. Primeiro porque Kassie não é a protagonista, e segundo porque Bateman está muito bem no papel do sujeito neurótico cuja vida vira de pernas para o ar quando a amiga volta para Nova York com o filho de 7 anos – e nenhum deles sabe que Wally é o pai.

O filme é baseado no conto “Baster”, publicado na década de 1990, na revista “New Yorker”, e escrito pelo norte-americano Jeffrey Eugenides – autor de “As Virgens Suicidas”, que deu origem ao filme homônimo de Sofia Coppola, lançado em 2000. Se no filme de Sofia a trama era bastante fiel ao livro, aqui o texto do escritor serve apenas de pretexto e o filme segue caminhos bastante diferentes.

Em seus contos e romances Eugenides costumava ter uma visão masculina sobre o mundo feminino. Em “Middlesex”, por exemplo, romance ganhador do Pulitzer em 2003, o protagonista é um hermafrodita que começa o livro menina e termina homem. No universo do escritor, a mulher é um mistério a ser decifrado por narradores confusos, inseguros. Não é diferente em “Coincidências do Amor”, no qual Wally tem dificuldades em compreender as decisões de Kassie, mas ainda assim, fica ao seu lado.

Dirigido por Josh Gordon e Will Speck, o filme, às vezes, confia demais no pequeno Thomas Robinson, que interpreta Sebastian, filho de Kassie. O garoto, embora não se pareça nada fisicamente com Wally, tem os mesmos trejeitos e neuroses do personagem de Bateman. Os laços de amizade nascem entre eles de forma natural, ao contrário daqueles que Kassie tenta forçar entre o menino e aquele que ela julga ser seu pai, Roland.

“Coincidências do Amor” reforça que a família de verdade é aquela que escolhemos, independentemente dos laços biológicos. Coincidentemente, no caso de Kassie, Sebastian e Wally o destino prega peças e o resultado das reviravoltas é conveniente. Ainda assim, o filme é um pequeno milagre, raro, mas possível, ao mostrar que Aniston é capaz de escolher projetos melhores que os últimos filmes em que trabalhou. Ao fazer Kassie, ela não sai de sua zona de conforto, mas é capaz de mostrar algum talento, num filme que não agride a inteligência, embora se esforce para arrancar lágrimas desnecessárias.

(Por Alysson Oliveira, do Cineweb)