Zeppelin original: é o próprio Plant

No último dia de Bonnaroo, a atração maior no palco principal foi o show do vocalista do Led Zeppelin Robert Plant com a cantora country Alison Krauss. Para quem não sabe, eles gravaram um dos discos mais elogiados do ano passado, “Raising sand”, que passeia por ritmos tradicionais do Estados Unidos, mas com um toque para lá de viajante.

Isso veio da produção de T-Bone Burnett, um ex-músico da banda de Bob Dylan nos anos 60 e que veio a ser responsável por trabalhos de Elvis Costello, Los Lobos e Counting Crows. Ele participou como guitarrista convidado na performance de Plant e Krauss no Bonnaroo.

Na platéia havia muita gente com camisa do Led Zeppelin, fãs que seguravam a capa do “IV”, o disco que tem “Stairway to heaven” e que lotaram o espaço na frente do palco (veja foto neste post).

O que parecia improvável – o peso da voz de Plant com a sutileza de Krauss – se mostrou uma combinação bastante feliz, com destaque para músicas como “Rich woman”, “Gone, gone, gone (done moved on)” e a sensacional “Fortune teller”. Na terra da country, o Tennessee, a escolha da dupla para o festival bem acertada, além de a performance ter dado à platéia uma versão de um dos grandes momentos do “Led Zeppelin IV”, “The battle of evermore”, originalmente gravada com participação da cantora folk Sandy Denny – além disso houve uma citação a “Black dog” em um das músicas.

E assim fechamos a cobertura do festival Bonnaroo, que aconteceu entre quinta e domingo e teve a presença de cerca de 70 mil pessoas na cidade de Manchester, no Tennessee. Para acompanhar tudo que foi publicado pelo G1 sobre o evento, clique aqui.

Uma seqüência de fotos com o clima do Bonnaroo: primeiro, o público no show de Robert Plant e Alison Krauss neste domingo (do qual vamos falar pela manhã), a tenda do karaokê, onde um rapaz fazia a sua versão de “Rehab”, de Amy Winehouse, roda-gigante no espaço do evento e cartazes de atrações passadas do festival:

O som do Ladytron remete a uma eletrônica fria, pesada, embora dançante, que nada tem a ver com o calor e o clima paz e amor do Bonnaroo, certo? Mas a tenda em que o quarteto inglês se apresentou estava lotada. Eles mostraram músicas de seu mais recente disco, “Velocifero”, como “Black cat”, cantada em búlgaro.

Mas no set entraram músicas mais conhecidas como as excelentes “Seventeen” e “High rise”. Vestidas de preto em um modelito sufocante, as duas cantoras do grupo sofreram com as altas temperaturas do dia no festival.

Kanye West revolta público do Bonnaroo

Kanye West é conhecido por sua arrogância acima da média entre os rappers, diz que está “fazendo história” e por aí vai. Principalmente depois que, no ano passado, venceu uma disputa com 50 Cent pelo primeiro lugar da “Billboard” no dia em que lançaram seus novos álbuns.

Mas aqui no Bonnaroo a arrogância virou desrespeito. Logo no primeiro dia do festival seu show foi repentinamente transferido para o nada convidativo horário de 2h45 da manhã. E em um evento em que a pontualidade é a regra, Kanye West entrou no palco às 4h25 da matina, possivelmente um recorde para uma atração principal.

O público, já cansado do dia e da mais de 1h30 de espera, não perdoou o rapper e vaiou a apresentação inteira. E ainda deixou bem expressa sua revolta:

O dia, que amanheceu com um forte sol, tem na programação como maior destaque Robert Plant, do Led Zeppelin, que se apresenta ao lado de Alison Krauss.

Um seriado de ação, há alguns anos, apresentou uma vez a seguinte cena: para desmascarar um possível espião e saber se ele era realmente norte-americano, foi feita a seguinte pergunta, qual é o nome do baixista do Pearl Jam? Se o sujeito não soubesse que Jeff Ament era a resposta certa, ele não era um legítimo cidadão dos Estados Unidos.

O Pearl Jam, pelo menos no Bonnaroo, já se tornou uma instituição norte-americana. Desde o começo do festival, pessoas no camping tocavam nos alto-falantes as músicas da banda de Seattle ad continuum. Para ter uma idéia da expectativa, a disputa pela área reservada nas proximidades do palco foi feroz – muito mais do que para a apresentação do Metallica na noite anterior. E o clima no show na noite deste sábado, o principal da programação, teve todos os ares de culto, com Eddie Vedder sendo o pregador.

O cantor fez diversos discursos políticos – mas sem citar nenhum envolvido nas eleições presidenciais deste ano -, com críticas a Bush e enfatizando a necessidade de mudança no país. Aproveitou o perfil do público do Bonnaroo, mais aberto à atmosfera liberal, em vários sentidos da palavra, para dar uma conotação política à performance.

O show começou, no entanto, um pouco morno, com uma seqüência de músicas de andamento mais lento e um lado B, “All night”. Mas no decorrer das mais de duas horas de apresentação apareceram diversas favoritas do público como “Better man”, “Why go”, “Animal”, “Do the evolution”, “Crazy Mary” e “Even flow” – esta, com direito a solo tocado com a guitarra nas costas por Mike McCready.

Eddie Vedder falou do preço da gasolina, assunto quente nos EUA no momento e que afeta a todos que estão aqui, e fez uma piada sobre o consumo de drogas no evento: “Se isso aqui fosse Amsterdã, eu nem ia estranhar, mas caramba…”.

A banda tocou perto do final “Alive”, mas para quem esteve em qualquer um dos dois shows que o Pearl Jam deu em São Paulo, a ligação com o público não teve comparação – mesmo com todo o peso do grupo dentro de um festival como esse.

O Pearl Jam fez o principal show deste sábado no festival Bonnaroo e atraiu uma multidão ainda maior do que a atraída pelo Metallica na noite anterior. Pontuada por muitos discursos políticos do líder Eddie Vedder, a apresentação teve hits como “Even flow”, “Better man”, “Do the evolution” e “Alive”, em mais de duas horas de performance.

Acompanhe pela manhã a cobertura completa do show.

Postado por Shin Oliva Suzuki

Cat Power parecia não muito contente com sua própria performance, fez mais de uma vez o sinal de mais-ou-menos para a platéia, mas, bobagem, as músicas e ela estavam belas como sempre. Ela começou o show com “Ramblin’ woman”, do último disco, “Jukebox”.
Se havia alguma dúvida que Barack Obama é o candidato da moçada, do pessoal menos tradicional, o Bonnaroo deixou claro que ele vai ter uma porcentagem expressiva deste público nas próximas eleições norte-americanas.

Além de menções em cartazes e camisetas, Obama ganhou uma ovação quando foi citado no show do comediante Chris Rock, na noite de sábado. O ácido e politicamente incorreto humorista brincava com John McCain, Hillary Clinton (que já caiu fora da disputa pela indicação do Partido Democrata) e o senador (que derrotou Hillary). Os dois primeiros ganharam vaias, mas Obama recebeu só festa.

Rock, que é negro, e constantemente faz troça da tensão racial nos EUA, disse: “Pela primeira vez temos um candidato negro que, além de tudo, tem nome de negro! Você ouve ‘Barack Obama’ e imagina um guerreiro africano com uma lança na mão e pronto para a guerra (Chris Rock imita cara de poucos amigos)”.

Na foto, uma brincadeira que fizeram com o nome de Obama e o nome do festival.

Mais um capítulo do “fator Amy Winehouse”. Na sexta falamos do show da inglesinha Adele, que aproveitou o estouro da menina-problema para ganhar seu espaço. Neste sábado foi a vez de Sharon Jones, acompanhada da brilhante banda The Dap Kings.

O fato é que Adele é uma colegial aplicada, enquanto Sharon é professora faz tempo. Ex-carcereira e ex-segurança de carro-forte, aos 52 anos a norte-americana canta com propriedade letras sobre amores perdidos e dificuldades na vida e tem uma combinação voz e performance de contagiar.

O link com Amy Winehouse é mais direto. Os Dap Kings foram recrutados pelo produtor meio americano meio inglês Mark Ronson para ser a banda de apoio de Amy Winehouse em “Back to black”, álbum-sensação desde o fim de 2006.

Sharon e grupo se apresentaram a céu aberto no Bonnaroo, enquanto o sol começava a fazer o seu retorno (até quando isso vai se sustentar é outra história), e mostraram que realmente o soul vive uma etapa brilhante de revitalização. Eles mostaram músicas de seu mais recente disco, “100 days, 100 nights”, e acrescentaram material de seus dois trabalhos anteriores.

Dá para destacar faixas próprias como “Nobody’s baby”, “What have you done for me lately?, além de covers para “Ride your pony”, do Meters, referência do funk nos anos 70, e uma belíssima versão de “It’s a man’s, man’s, man’s world”, de James Brown.

Mas é justamente a união de seu balanço, literalmente falando, em cima do palco, com o brilho instrumental dos Dap Kings, que faz o conjunto ser diferente de qualquer nome que tenta reproduzir o soul dos anos 60.

O sábado veio com aquilo que se esperava. Chuva, e das fortes. No meio da apresentação da excelente banda My Morning Jacket, o pé d’água apareceu e prossegue ainda, próximo do início dos shows do dia. Hora de conseguir uma capa e enfrentar a lama que já se formou – veja na foto abaixo.

Aliás, os destaques do sábado são Pearl Jam, Jack Johnson, BB King, Cat Power. Voltamos mais tarde com o show da cantora Sharon Jones junto com os seus Dap Kings.

Não teve música nova, mas o Metallica não decepcionou

No ano 2000, o Metallica entrou em conflito com os fãs. Seus últimos discos não foram considerados tão bons quanto os outros álbuns da carreira. Mas ao vivo não resta qualquer dúvida de que em cima do palco está a banda que ajudou a fazer do metal o que o gênero é hoje.

O grupo mostrou absoluto domínio de performance e jogou para o público um set list em que nenhum grande clássico foi deixado de fora. A banda aproveitou todas as condições para fazer uma apresentação das grandes da história do Bonnaroo.

Com show marcado para as 21h no palco principal nesta sexta-feira, o Metallica foi uma das poucas atrações do evento a atrasar o seu início. Cerca de 15 minutos depois do horário programado, começa a rolar “It’s a long way to the top (if you wanna rock ‘n’ roll)”, do AC/DC. O comediante Chris Rock faz a introdução para a entrada de James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo no palco e, após a instrumental “The ecstasy of gold”, de autoria do trilheiro Ennio Morricone (havia redigido aqui Sergio Leone, justamente o diretor de trilhas clássicas dele; coisas de escrever às 2h da manhã! Obrigado aos que deram um toque), começa a pancadaria de “Creeping death”, clássico do thrash metal.

“Como você está se sentindo, Bonnaroo?”, Hetfield saúda os fãs, que a essa altura já se pega em rodas em frente ao palco. O grupo permanece nos anos 80 com outro marco da carreira, “For whom the bell tolls”, chance de Robert Trujillo, último membro a integrar o Metallica, honrar os famosos fraseados de baixo compostos pelo ídolo Cliff Burton. A toda hora, Lars Ulrich faz a sua marca registrada de ficar de pé e continuar socando a bateria.

A partir daí a banda traz no set list “Whiplash”, “Sad but true”, “The unforgiven”, “…And Justice for all”, “Harvester of sorrow”, “Nothing else matters” e “The memory remains”. Em “Fade to black”, Hetfield pergunta para a platéia: “Como é sentir que você está vivo?”, em um jogo com a letra da música, que trabalha com a idéia da morte.

O grande ponto alto do show é o início para “One”. Além do som de helicópteros e bombas e do palco em completa escuridão, o público é surpreendido durante o duelo de guitarras entre Hetfield e Hammett com explosões (dava para sentir até o calor do fogo) e fogos de artifício em direção ao céu. A mesma coisa acontece em “Enter sandman”, antes de entrar o “Exit light, enter night”, refrão da música que tornou o Metallica sucesso para fora das fronteiras do metal.

A banda ainda toca o cover “So what”, da banda inglesa punk Anti-Nowhere League, antes de Hetfield pedir para a platéia cantar o mais alto possível “Seek and destroy”, do primeiro disco “Kill’em all”. Todos os quatro se despedem ao microfone dos seus fãs, e o show acaba sem os sons novos que a banda havia sugerido tocar justamente nessa performance. Mas Lars Ulrich promete que em outubro o novo disco da carreira sai, assim como a nova turnê. Esta noite foi diferente, reservada só para os clássicos.
Metallica faz show para fã nenhum botar defeito

A esperada música nova, do álbum que sai em outubro, não apareceu no set list, mas o show do Metallica nesta sexta-feira no Bonnaroo foi digna de ficar na cabeça de qualquer fã para sempre.

Atração principal do dia, James Hetfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo fizeram um especial de clássicos da carreira que começou com “Creeping death” e acabou com “Seek and destroy”. Uma seleção de favoritas que não deixou nenhuma música importante da carreira de fora.

E teve direito até a efeitos especiais em duas músicas que o mais fanático admirador de Metallica tem grandes chances de acertar. Pela manhã você acompanha a cobertura completa do show.

Raconteurs mostra peso de atração principal

Escalado para o palco principal do Bonnaroo desta sexta-feira, o quarteto Raconteurs reuniu uma grande multidão para a sua apresentação, em que mostraram faixas de seus dois discos, um deles, “Consolers of the lonely”, lançado há pouco.

Há muito tempo a banda não é apenas um projeto paralelo de Jack White, ainda mais porque o White Stripes cancelou sua turnê de divulgação do último disco, abrindo mais espaço para Raconteurs. Apesar de o grupo ter Jack como chamariz, os holofotes também vão para Brendan Benson, um talentoso cantor solo, mas que nunca tinha conseguido exposição o suficiente (vale conferir o ótimo álbum “Lapalco”).

O blues, no entanto, mote principal do White Stripes, é ainda uma presença forte no Raconteurs. Entram também elementos do country, já que a banda é de Nashville, cidade escolhida por Jack White, originário de Detroit, como sua nova morada. E Nashville fica a 80 quilômetros de Manchester, cidade que sedia o festival. Assim, a platéia adorou quando Benson anunciou “nós somos os Raconteurs, de Nashville,Tennessee”. Era jogo em casa.

Com uma jaqueta à moda country bem chamativa, que logo em seguida se livrou, Jack White entrou no palco, se postou no centro e, apesar de dividir vocais e solos com Benson, era quem comandava a parte performática.

Entraram novas como “You don’t understand me”e o cover “Rich kid blues”, de Terry Reid, roqueiro dos anos 60. Fizeram também uma versão mais extensa, com uma introdução diferente, de “Steady as she goes”, o hit da banda e que agitou a platéia.

O tempo, preocupação constante aqui no Bonnaroo, também recebeu uma menção especial de Jack White. “E aí, vocês querem que chova?”. A maioria respondeu que sim, já que o calor ainda continua forte. Mas as nuvens já estão chegando e dificilmente o festival vai escapar no seco até o domingo. Vem lama por aí.

Próxima atração do palco principal: Metallica, daqui a duas horas. A movimentação pelos melhores lugares já começou.

Na trilha de Amy Winehouse e a infiltração publicitária

No post sobre o show do grupo Nomo na quinta, falamos sobre o crescente interesse em novas sonoridades relacionadas ao soul que estão aparecendo depois do estouro de Amy Winehouse. Hoje, tivemos a Adele, uma representante dessa leva, britânica como Amy, não tão barra-pesada como ela, pelo que se sabe, mas que tem o mesmo vozeirão de soulwoman.

Com apenas 20 aninhos, a rechonchuda garota é mais tradicional que Amy, não vem temperada com a produção de toque moderno de Mark Ronson, mas tem um alcance vocal que não deve nada a suas colegas de safra.

Ela apresentou músicas de seu álbum de estréia “19″ (idade dela quando o trabalho foi gravado) em uma das tendas menores do Bonnaroo. “Pensei que ia ter umas dez pessoas só aqui no máximo, mas que bom que veio tanta gente”, disse ela, sofrendo barbaridade com o calor terrível, à platéia. No repertório, ela colocou uma versão de “Make you feel my love”, de Bob Dylan.

Nota curiosa sobre o esquema de segurança no Bonnaroo: um rapaz, postado bem no gargarejo, fumou um cigarro de maconha por vários minutos durante o show de Adele sem ser minimamente incomodado. Mas foi só tirar a câmera para filmar um trecho da performance que um segurança avisou: “Ei, é proibido filmar”.

Um pouco antes, em outro palco, se apresentou a dupla de irmãos The Fiery Furnaces. Conhecidos pela estranheza em seu som, de histórias longas e complicadas nas letras, o grupo se destacou primeiro com o excelente “Gallowsbird’s bark”, de 2003. Depois se fechou em mais complexidades sonoras que foram só seguidas por nerds musicais mais devotos.

Mas o show de Matthew e Eleanor Friedberger, uma mistura de punk com música de cabaré e climas que remetem ao alemão Bertolt Brecht e vibrafone em todas as faixas, funcionou bem. Só teve um pouco do clima quebrado quando Matthew se irritou com uma estratégia publicitária que rolou bem no meio da apresentação.

Figuras de papelão representando cantoras famosas começaram a ser passadas para o meio da platéia, numa tentativa de simular os famosos “moshs” de shows de rock, em que uma pessoas se atira no meio do público e é carregado pela multidão.

“O que que é isso? Infiltração corporativa no meio do show?”, gritou bravo Matthew. “Então todo mundo pegue seus tênis de cortesia no final da apresentação.” Não estranhe se vir algo do tipo em breve nos festivais brasileiros.

Banho de fonte e ioga para começar o dia

Enquanto não começam os shows do segundo dia de Bonnaroo, marcados para logo depois do meio-dia, o pessoal tenta descansar, para encarar as mais de 12 horas de programação que vêm por aí, ou tenta matar o tempo com as atividades paralelas. Outra prioridade é buscar algum jeito de aplacar o calor, que já ultrapassou os 30 graus e continua subindo – um banho de fonte colocada em uma das principais áreas é uma das maneiras. Muitos também começaram o dia fazendo uma aula de ioga para mexer o corpo.

Hoje o público é sensivelmente maior e um dos principais palcos já recebeu um grande número de pessoas para ver a banda Drive by Truckers.

A programação do Bonnaroo em seu primeiro dia foi mais enxuta, já que o pessoal ainda está chegando e se acomodando na gigantesca fazenda que abriga o festival. A organização não colocou nenhum medalhão de peso na escalação desta quinta e quem se destacou foram as caras novas, gente que tem só o disco de estréia no currículo.

MGMT, Battles e Vampire Weekend são nomes recorrentes em blogs musicais e quebram um pouco a imagem de evento riponga que o Bonnaroo tinha em seus primeiros tempos, com bandas que homenageavam o Greateful Dead, lenda hippie, e outras que tocavam solos de 15 minutos.

Todas as três foram excepcionalmente recebidas pelo público, que mescla coroas e moçada (hoje em dia, mais o último). O MGMT, uma dupla que veio acompanhada de mais três músicos no palco, mostrou faixas do seu primeiro disco “Oracular spetacular”. Ben Goldwasser e Andrew VanWyngarden mostraram muita influência da psicodelia do Flaming Lips (não por causa trabalharam com o mesmo produtor da banda, mas se deram melhor quando se afastavam desta sombra, caso dos dois ótimos hits que eles têm. “Time to pretend”, com uma melodia bem pegajosa de teclado e a quase disco “Electric feel”. Engraçado foi ver a platéia fazendo guerra com glowsticks, o tubinho fosforescente marca da cena new rave, que era atirado de um lado para o outro.

Depois, no mesmo palco, subiu o grupo Battles. Muita gente diz que eles fazem um rock difícil, classificado de matemático por causa de suas construções musicais bem armadas. É quase instrumental o que a banda cria, já que o vocal ocasional de Tyondai Braxton está bem longe do tradicional. Também é marcante o peso da bateria de John Stanier, ele ex-integrante da banda de metal Helmet.

Mas, apesar do som “difícil”, distante do formato canção, a tenda continuou lotada e, pior, digo, melhor, o público cantava (!) o instrumental das músicas e dançava (!!) como se fosse som feito mesmo para dançar. A coisa é tão engraçada que eles têm dois hits, que definitivamente levantaram a galera, “Atlas” e “Tonto”.

Ainda no mesmo local subiu o grupo Vampire Weekend (foto deste post). Formado por universitários da prestigiada Universidade de Columbia, eles foram um dos mais recentes fenômenos iniciados em blogs que depois chamaram a atenção da mídia tradicional.

Muita gente acha o som deles um pouco sem pegada, uma mistura de indie rock com influências de música afro – o que, seja ao vivo ou no estúdio, aparece de forma bem bem sutil. Mas talvez seja o caso de um grupo que tem um ótimo álbum, mas com um impacto que ressoou de forma distinta em meios diferentes.

Os rapazes, todos com jeito de genro ideal e bem-educados no trato com a platéia, fazem um show bastante competente e, se o disco agrada, ao vivo a performance não decepciona. Destaque para a empolgação e as batidas do baterista Chris Tomson e as ótimas “The Kids Don’t Stand a Chance”, “Bryn” e o sucesso “A-Punk”.

Nesta sexta-feira, aí sim entra o medalhão de peso: noite de Metallica. E tem também o Raconteurs de Jack White.

Final da NBA rouba espaço da música no Bonnaroo

Imagine a final da Copa do Brasil rolando no mesmo dia em que um importante festival estivesse rolando em Recife ou São Paulo. Muita gente ia ficar dividida, certo? Por aqui aconteceu a mesma coisa. Em um momento superdecisivo da final da NBA, a liga de basquete norte-americana, está acontecendo o festival.

Mas o evento tem uma atração que é a sala de cinema que funciona 24 horas por dia e que nesta noite foi usada para transmitir o quarto jogo da melhor de sete entre Los Angeles Lakers e Boston Celtics, numa reedição de uma das grandes rivalidades dos anos 80 na NBA.

Não teve espaço para tanta gente no local e o público teve que se arranjar para acompanhar a partida, que teve uma sensacional virada do Celtics, mesmo chegando a ficar 21 pontos atrás no marcador.

Muitos apareceram com as camisas do time e, apesar de o festival ser no Tennessee, muita gente tomou partido no duelo entre duas das mais tradicionais equipes da liga.

Com um revival do soul puxado pelo sucesso de Amy Winehouse, muita coisa relacionada a essas sonoridades está vindo à tona. Não só cantoras talentosas na Inglaterra e nos Estados Unidos, mas também grupos muito bacanas que se dedicam à música instrumental – e isso está definitivamente longe de qualquer coisa parada ou monótona, como alguns podem pensar.

O grupo de Michigan Nomo é um desses exemplos. Composta por nove integrantes, a banda ocupou uma tenda pequena na ampla área do Bonnaroo e deixou o lugar parecendo um salão de baile compacto. Eles misturam jazz, soul, funk e música africana nos detalhes de um jeito bem dançante e percussão pesada.

A tenda é destinada para assistir a apresentações sentado, mas o líder Elliot Bergman pediu para todo mundo sair da cadeira e tratar de dançar. O que deixou o show muito mais interessante e com uma vibração marcante no espaço. Vale a pena conferir o som dos caras no MySpace deles:
Bonnaroo já começou

Os shows da programação ainda não tiveram início ainda, mas muita gente já conseguiu entrar na área da fazenda onde acontece o Bonnaroo e a movimentação do pessoal é grande na área onde estão as atrações paralelas do festival.

Como é uma área muito isolada – e dentro de uma cidade de 10 mil habitantes no estado do Tennessee – a esmagadora maioria fica acampada aqui (hotel é roubada, justamente pelo trânsito). Quem não tem um passe VIP tem que encarar um esquema perrengue (os padrões de higiene precisam ser flexíveis para a galera) e ainda um trânsito que não deve nada a São Paulo – a diferença, claro, é que o pessoal está vindo aqui para se divertir.

O repórter teve que aprender a montar a barraca (pode colocar o seu troadilho favorito nos comentários abaixo), mas sempre há alguém para ajudar. E só rezar para não ter uma ventania ou chuva forte. Em último caso, o carro vai ter que servir de pousada.

A programação, mais magra neste primeiro dia, tem como principal destaque nesta noite os grupo MGMT, dupla que lançou seu primeiro disco sob batuta do produtor do Flaming Lips, o rock matemático do grupo Battles, que passou no Brasil no ano passado, e a banda quefoi apontada como sensação deste ano, a nova-iorquina Vampire Weekend.

Bonnaroo faz ‘esquenta’ com Zeppelin de mulheres

A expectativa era tanta sobre uma participação do Led Zeppelin no Bonnaroo que rolou uma baita confusão quando a programação oficial do evento foi anunciada. A respeitada agência de notícias Associated Press soltou um urgente dizendo que a reunião de Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones seria a atração principal do festival, mas tudo não passou de um grande engano.

A culpa, mais ou menos, foi da banda-tributo Lez Zeppelin, formada por quatro mulheres de Nova York, cada uma exatamente no papel dos ícones originais. Elas sim foram escaladas para tocar no Bonnaroo – um ‘Z’ solto lá no meio confundiu o redator da AP. Antes de sua participação oficial a mulherada (que faz um trocadilho com o diminutivo usado no inglês para lésbica no nome) fez na noite desta quarta o show de esquenta do evento em um clube de Nashville – o Bonnaroo rola na cidade de Manchester, mais ao sul, a partir desta quinta.

Bom, tocar Led Zeppelin todo mundo tenta, mas convencer é outra história. E as quatro garotas mandam bem demais. Vai muito além de qualquer homenagem engraçadinha. Reproduzem com perfeição “Black dog”, “Good times bad times”, “Since I’ve been loving you”, “Immigrant song” e por aí vai, tudo que fã de Led sabe de cor (aliás, fã chato tem em qualquer lugar do mundo: um pediu “Stairway to heaven” logo na terceira música e, bem-feito, não tocaram).

A gordinha Helen Destroy desce o braço na bateria com propriedade e deixa John Bonham dormir tranqüilo lá na cova. Lisa Brigantino é a baixista e, como John Paul Jones, também toca teclados – nessa hora ela precisa usar o pé para fazer as partes graves. Steph Paynes tem todo o estilão de Jimmy Page e faz bonito nos solos. A gata Sarah McLellan tem uma voz bem feminina, mas aí que está a graça de conferir o tributo, não de ver uma garota com voz igual ao de Robert Plant. E tem uma presença de palco que deixou um monte de marmanjão babando, com “proposta” de casamento e tudo vindo da platéia.

Em tempo: o Bonnaroo vai ter, sim, em sua escalação um c, que estará ao lado de Alison Krauss para mostrar o belíssimo disco conjunto “Raising sand”. O álbum é tão bom que vale a pena adiar a tal sonhada turnê de volta do Led.

Por Shin Oliva Suzuki, de Nashville

Eleições 2008 – Brasil – Conceicão do Almeida.

Candidatos na reta final das eleições no Município Baiano.
Eleições 2008 – Conceição do Almeida e seus Representantes

As eleições em Conceição do Almeida transcorre nesta reta final de forma tranqüila, pacifica e democrática. Os candidatos que ora disputam a vaga pelo ponto mais auto do executivo no Município estão confiantes na vitoria, sendo assim a massa eleitoral que é da ordem de aproximadamente 13.000 eleitores correspondem com a expectativa do pleito eleitoral 2008 os candidatos mais jovens o Adailton (ITO) com a idade de 36 anos e o Professor Antonio Carlos (Batata) respectivamente tem 40 anos, sendo que Ronaldo (Coca) como 43 anos.
O processo eleitoral no Brasil ocorre através de três fatores: Um deles é o principal o eleito, personalidade significante dentro deste ofício eleger e ser eleito. O eleitor por sua vez peça que influi diretamente no fator 1. O segundo fator A república contida dos três poderes que são: Executivo, legislativo e judiciário que são o conglomerado de leis. O terceiro fator é justamente a estrutura organizacional composta de vários elementos dos quais extraímos administração publica. Administra um Município, não é como administra a sua casa. Administra pessoas e equipamento exige do eleito um dose de conhecimento duplo, o indivíduo tem que ter alem de prestigio. Perspicácia, influencia e um comportamento que nada desabone sua conduta, pois não é isso que ocorri no Brasil.No Brasil, desde 1889 após a proclamação nos acostumamos com a política partidária onde existe o partido,o político e o povo elementos necessários para a construção da democracia embora a democracia na pratica ainda não é vista pelos Brasileiros como de fato, ainda existe, e vai existe por muito anos, o poder econômico.O corrupto, o corruptor o ignorante político a mafia a falta de vontade de alguns políticos, por tudo isso, e muito mais, é que lutamos pelo um Pais mais democrático e mais humano, e sonhamos com a educação de qualidade nas escolas publicas,por fim, que venha as eleições de 5 de outubro,um bom momento para escolher o melhor , um tem que ganhar, pois a cidadania também é elemento fundamental nesse processo. Em cidades com números inferior a 100 mil eleitores não haverá segundo turno
Primeiro turno do pleito será realizado no próximo domingo.
Voto é obrigatório para maiores de 18 anos e menores de 70.

O primeiro turno das eleições municipais acontece neste domingo (5).
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total de eleitores aptos a votar nos 5.563 municípios do país é de 128.805.829.

O Poder Executivo é um dos poderes governamentais, segundo a teoria da separação dos poderes cuja responsabilidade é a de implementar, ou executar, as leis e a agenda diária do governo ou do Estado. De fato, o poder executivo de uma nação é regularmente relacionado ao próprio governo. O poder executivo pode ser representado, em nível nacional, por apenas um órgão (presidência da república, no caso de um presidencialismo), ou pode ser dividido (parlamento e coroa real, no caso de monarquia constitucional)