Conferência do Meio Ambiênte

Ministra Marina Silva reconhece e elogia esforço de envolver todo o Estado nos debates sobre Mudanças Climáticas
“Chico Mendes venceu. Se esta conferência fosse em novembro de 1988 estaria esvaziada. Hoje nós somos fortes”, disse o governador Binho Marques na cerimônia de abertura da 3ª
Ministra Marina Silva reconhece e elogia esforço de envolver todo o Estado nos debates sobre Mudanças Climáticas
“Chico Mendes venceu. Se esta conferência fosse em novembro de 1988 estaria esvaziada. Hoje nós somos fortes”, disse o governador Binho Marques na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Estadual de Meio Ambiente, que começou nesta terça-feira, 18, e segue até amanhã, 19, no Horto Florestal. A idéia de amplificar nos debates o tema Mudanças Climáticas foi sugerida pela ministra Marina Silva ainda em 2005. Por este motivo, ela foi apenas uma das pessoas presentes a partilhar a sensação de vitória pelo Acre ter conseguido realizar conferências em todos os 22 municípios do Estado. “Podemos dizer que, proporcionalmente, considerando o número de municípios e as distâncias para se chegar até eles, fizemos um trabalho excelente”, avaliou a ministra

Desde a morte do sindicalista Chico Mendes, há 20 anos, quando seriam necessários outros argumentos para dissuadir as autoridades do país sobre a necessidade de discutir questões ambientais houve avanços significativos, que colocam o Acre num patamar de desenvolvimento com sustentabilidade. O resultado é verificado na retração dos índices de desmatamento registrados no Estado. Em 2007, o Acre reduziu o desmatamento em 67%. “Estamos com o tema certo no momento certo. Não é possível pensar no Meio Ambiente e não pensar no desafio de conciliar conservação com desenvolvimento e desenvolvimento com conservação”, disse Marina Silva.

Para o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Raimundo Angelim, foi preciso que chegasse uma ex-seringueira e acreana em Brasília para propor a discussão de um tema tão delicado nos mais de cinco mil municípios brasileiros. Ele acredita que a realização das conferências municipais em todas as cidades acreanas fortalece o debate. “Cada município do Acre tem suas peculiaridades, suas especificidades. O que é prioridade para Jordão, pode não ser para Brasiléia e a participação de todos esses delegados vai fazer com que todos sejam ouvidos”, define Angelim observando que 80% do total de propostas aprovadas na Conferência Estadual de Meio Ambiente em 2005 já foram concretizadas.

Efeito estufa ampliado – O cientista Irving Foster Brown, da Universidade Federal do Acre e Centro de Pesquisa Woods Hole, proferiu palestra sobre “Mudanças Climáticas” após a abertura do evento. O professor destaca que as mudanças do clima não são necessariamente previsíveis, por este motivo a dificuldade de saber como desenhar sistema de água para as cidades, por exemplo.

Ele alerta que hoje as populações estão mais vulneráveis às variações, às instabilidades climáticas que são verificadas. “O que indica é que esta variabilidade natural pode ser ampliada pelo efeito dos gases estufa. Esta é uma preocupação dupla: se estamos preparados para a variação climática que existe e para o aumento que a gente está prevendo pelo efeito estufa”.Cultivando árvores – A construção de um discurso consensual sobre quais os pontos que guiarão a política ambiental do Estado e as ações que devem ser desenvolvidas pela sociedade civil organizada é o objetivo da conferência estadual. Com o desafio de criar um ambiente para que todos possam usar garantindo o uso racional tanto das florestas quanto das áreas já degradadas, o Governo do Estado avança na elaboração do conceito de cultivo de árvores. “Queremos difundir o conceito de cultivo de árvores, com o reflorestamento de áreas como as matas ciliares com o intuito de reduzir os efeitos do clima”, disse o secretário de Meio Ambiente, Eufran Amaral.

Por apresentar exemplos simples de como dar certo, o Acre se torna referência no processo de construção de uma política ambiental. “É nosso o conceito de reserva extrativista, de projeto de assentamentos florestais e extrativistas. O nosso Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) foi indicado pelo Ministério do Meio Ambiente como referência para o país e é modelo também para os países vizinhos de fronteira. Embora sejamos um Estado pequeno, representamos apenas 4% da Amazônia, queremos ser identificados como aquele que acerta no uso dos recursos”, ressalta Eufran Amaral. , que começou nesta terça-feira, 18, e segue até amanhã, 19, no Horto Florestal. A idéia de amplificar nos debates o tema Mudanças Climáticas foi sugerida pela ministra Marina Silva ainda em 2005. Por este motivo, ela foi apenas uma das pessoas presentes a partilhar a sensação de vitória pelo Acre ter conseguido realizar conferências em todos os 22 municípios do Estado. “Podemos dizer que, proporcionalmente, considerando o número de municípios e as distâncias para se chegar até eles, fizemos um trabalho excelente”, avaliou a ministra

Desde a morte do sindicalista Chico Mendes, há 20 anos, quando seriam necessários outros argumentos para dissuadir as autoridades do país sobre a necessidade de discutir questões ambientais houve avanços significativos, que colocam o Acre num patamar de desenvolvimento com sustentabilidade. O resultado é verificado na retração dos índices de desmatamento registrados no Estado. Em 2007, o Acre reduziu o desmatamento em 67%. “Estamos com o tema certo no momento certo. Não é possível pensar no Meio Ambiente e não pensar no desafio de conciliar conservação com desenvolvimento e desenvolvimento com conservação”, disse Marina Silva.

Para o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (Amac), Raimundo Angelim, foi preciso que chegasse uma ex-seringueira e acreana em Brasília para propor a discussão de um tema tão delicado nos mais de cinco mil municípios brasileiros. Ele acredita que a realização das conferências municipais em todas as cidades acreanas fortalece o debate. “Cada município do Acre tem suas peculiaridades, suas especificidades. O que é prioridade para Jordão, pode não ser para Brasiléia e a participação de todos esses delegados vai fazer com que todos sejam ouvidos”, define Angelim observando que 80% do total de propostas aprovadas na Conferência Estadual de Meio Ambiente em 2005 já foram concretizadas.

Efeito estufa ampliado – O cientista Irving Foster Brown, da Universidade Federal do Acre e Centro de Pesquisa Woods Hole, proferiu palestra sobre “Mudanças Climáticas” após a abertura do evento. O professor destaca que as mudanças do clima não são necessariamente previsíveis, por este motivo a dificuldade de saber como desenhar sistema de água para as cidades, por exemplo.

Ele alerta que hoje as populações estão mais vulneráveis às variações, às instabilidades climáticas que são verificadas. “O que indica é que esta variabilidade natural pode ser ampliada pelo efeito dos gases estufa. Esta é uma preocupação dupla: se estamos preparados para a variação climática que existe e para o aumento que a gente está prevendo pelo efeito estufa”.

Cultivando árvores – A construção de um discurso consensual sobre quais os pontos que guiarão a política ambiental do Estado e as ações que devem ser desenvolvidas pela sociedade civil organizada é o objetivo da conferência estadual. Com o desafio de criar um ambiente para que todos possam usar garantindo o uso racional tanto das florestas quanto das áreas já degradadas, o Governo do Estado avança na elaboração do conceito de cultivo de árvores. “Queremos difundir o conceito de cultivo de árvores, com o reflorestamento de áreas como as matas ciliares com o intuito de reduzir os efeitos do clima”, disse o secretário de Meio Ambiente, Eufran Amaral.

Por apresentar exemplos simples de como dar certo, o Acre se torna referência no processo de construção de uma política ambiental. “É nosso o conceito de reserva extrativista, de projeto de assentamentos florestais e extrativistas. O nosso Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) foi indicado pelo Ministério do Meio Ambiente como referência para o país e é modelo também para os países vizinhos de fronteira. Embora sejamos um Estado pequeno, representamos apenas 4% da Amazônia, queremos ser identificados como aquele que acerta no uso dos recursos”, ressalta Eufran Amaral.