Evangélicos oram pelo ‘Senhor das armas’

Os fiéis da igreja Assembléia de Deus Ministério Missionário, em Goiás, celebraram um culto evangélico para orar por Valdenício Antunes Barbosa, também conhecido pela polícia como Val, João Grandão ou “Senhor das armas”. Acusado de contrabando e considerado um dos maiores traficantes de armas do país, ele se entregou à Justiça do Rio na tarde de terça-feira (30).

João Grandão se apresentou à Justiça e disse que agora é pastor (Foto: Reprodução)
“Todos ficaram chocados ao saber que ele era envolvido com o crime. Ele revelou tudo durante um testemunho na igreja. Ficamos sensibilizados, mas exigimos que ele pagasse a dívida dele com a Justiça”, contou a sogra de Val, a costureira Rosemeire Garcez, de 39 anos.

Segundo ela, Val chegou a revelar que já teve um grande patrimônio, entre imóveis e dinheiro, mas que perdera tudo. “A gente nem queria saber, jamais iríamos aceitar qualquer coisa de origem criminosa, coisa do demônio”.
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De acordo com Rosemeire, desde que se casou, há quase 2 anos, com a cantora evangélica Daniella Garcez Barbosa, 21, Val passou a ajudá-la na venda de CDs e trabalhando como motorista de uma kombi que levava os integrantes da igreja para cultos em outras cidades. Convertido, foi convencido pelo sogro, o pastor Elias Domingues Garcez, a entregar-se à Justiça. “A história do seu testemunho tem que ter começo, meio e fim”, teria cobrado o missionário. No fim de semana, Val acompanhou a mulher ao Acre, onde ela cantaria num congresso evangélico e, lá, tomou a decisão de se apresentar no Rio. De voz mansa, atencioso com a mulher e a família, João Grandão não despertava a menor suspeita de ser um criminoso que já esteve ligado aos maiores traficantes de drogas do país intermediando venda de armas para as quadrilhas mais perigosas do Rio, São Paulo e Minas Gerais, contou a sogra. Em depoimento à juíza Renata Gil de Alcântara Videira, Val negou ter intermediado a compra de um avião no valor de R$ 240 mil para transportar armas e munição para quadrilhas do Rio e qualquer envolvimento com Robson André da Silva, o Robinho Pinga, que está preso, e era considerado o maior traficante de drogas da Zona Oeste. Em paióis de armas de Robinho, localizados pela polícia, foram encontrados até minas terrestres. As investigações foram feitas pela Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae).
No depoimento à juíza, João Grandão admitiu, no entanto, que no ano de 2002 residia em Foz do Iguaçu, quando conheceu o traficante Paulo César Silva dos Santos, o Linho, para quem “executava serviços relativos ao tráfico de entorpecentes e tráfico de armas”.

Na próxima semana ele será intimado a depor na Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae). Foi o titular da especializada, o delegado Carlos Oliveira, que pediu a prisão de João Grandão decretada em junho deste ano.

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