Petrobras vai aumentar preço do gás em 2008, diz diretora

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SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras vai elevar o preço do gás natural no próximo ano, afirmou nesta terça-feira a diretora de gás e energia da estatal, Maria das Graças Foster, após audiência pública na comissão de infra-estrutura do Senado.
“Certamente nós teremos um aumento do preço do gás em 2008. Isso é necessário”, disse a diretora a jornalistas, segundo informações da Agência Brasil.
Em 8 de novembro, Foster afirmou que a descoberta do campo gigante de gás de Tupi, na bacia de Santos, não resolverá no curto prazo o problema da oferta no mercado brasileiro e que a Petrobras terá necessidade de reajustar o preço do combustível entre 15 e 25 por cento nos próximos meses.
Ela havia informado que toda a cadeia está sob forte pressão de custos e que o preço do gás está descolado do preço do petróleo, que nesta terça-feira fechou cotado no patamar de 98 dólares o barril.
Nesta terça-feira, a diretora informou que o reajuste não será todo de uma vez e confirmou, de acordo com a agência, as expectativas do setor sobre aumento de 15 a 25 por cento nos preços.
“Além das correções do preço, nós precisamos de um aumento real, algo que vai ser dosado, suavizado, ao longo dos dois próximos anos (2008 e 2009)”, disse Foster, segundo a agência.
O Brasil produz 49 milhões de metros cúbicos de gás por dia, dos quais 21 milhões de metros cúbicos são comercializados e o restante é queimado, reinjetado nos campos petrolíferos ou usado pelas plataformas produtoras, segundo cálculos da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O país ainda tem um contrato de importação de gás da Bolívia de 30 milhões de metros cúbicos ao dia.

Mulher de 95 anos ganha prêmio de melhor blog em espanhol

Mulher de 95 anos ganha prêmio de melhor blog em espanhol
María Amelia, que ganhou o blog de seu neto, dá dicas e conta experiências de vida.Concurso Best of Blogs (BOBs) é organizado pela rede de TV alemã Deutsche Welle.
Da EFE entre em contato

Reprodução
No blog “A mis 95”, María Amelia conta sobre sua viagens e experiências de vida (Foto: Reprodução)
A blogueira espanhola María Amelia, de 95 anos, venceu o Best Of Blogs (BOBs), o concurso de blogs da rede de televisão alemã “Deutsche Welle” (DW), na categoria em espanhol, à frente do argentino “Bestiaria”.
Em seu blog “A mis 95” (“Aos 95 anos”), María Amelia publica conselhos e as experiências que vive em Muxía (La Coruña). Ela fascinou o júri de especialistas da premiação anual BOBs.
A blogueira se apresenta da seguinte forma em seu blog: “Amigos da internet. Hoje completo 95 anos. Meu nome é María Amelia e meu neto, como é muito mesquinho, me presenteou com um blog”.
Além de perguntas de visitantes, María Amelia López, que nasceu em Muxía, em 23 de dezembro de 1911, publica fotos e vídeos. Ela se apresenta como uma avó internauta e saúda os colegas da comunidade blogueira. “Estar apaixonada é uma coisa maravilhosa”, diz a uma leitora de 18 anos. Em outro “post”, María Amélia comenta uma mensagem enviada por um argentino de 27 anos, e confessa que a vontade “de ferro” para se manter jovem vem do seu medo da velhice, por ser “feia”. O blog “Aos 95 anos” deve o prêmio de melhor blog em espanhol tanto aos numerosos fãs que conquistou quanto por ter incentivado outros idosos a experimentar esse meio de comunicação.
Melhores do ano
Na votação popular, María Amelia já tinha conseguido o primeiro lugar, com 25% dos votos. “Bestiaria”, de Carolina Aguirre, veio em segundo, com 20%, publicando imagens, relatos e fotos de “mulheres fascinantes”, em algumas ocasiões metade humanas, metade animais. Na categoria Melhor Blog em Português, o vencedor foi o jornalista Marcelo Tas, com o “Blog do Tas”. O “Jovem Nerd”, produzido por brasileiros, foi eleito o melhor podcast na categoria “escolha da audiência” que contabilizou votos dos internautas no site.
O prêmio de melhor blog geral foi para o bielorrusso “Foto-Griffoneurei” (algo como “Fotomaníaca”). O prêmio especial da ONG Repórteres sem Fronteiras foi para o tailandês “Jotman.com”, escrito em inglês.
O blog bielorusso foi o ganhador devido à capacidade de transmitir “com poucas palavras o dia a dia do país, em grande parte isolado dos olhares do exterior”, afirmou Christian Gramsch, diretor de programação da “Deutsche Welle”.
Para Xenia Awimova, autora do “Foto-Griffaneurei”, o blog é uma possibilidade de os jovens mostrarem as suas opiniões, num país onde “não há muitos jornais independentes e plataformas para se expressar”.
O blog experimental tailandês se tornou conhecido pela cobertura do golpe militar no país, em 2006. Atualmente, dá informações sobre os protestos contra a Junta Militar de Mianmar.
Outro premiado foi o blog alemão “Behindertenparkplatz”, em que uma jornalista que usa cadeira de rodas relata diariamente, com boas doses de humor, seus obstáculos e memórias.

Cerimônia em Berlim
Os vencedores da quarta edição foram conhecidos numa cerimônia realizada no Museu da Comunicação de Berlim. As candidaturas nas outras categorias, como melhor blog em russo, inglês, francês, persa, árabe e chinês, entre outros, saíram de 7 mil propostas em 10 idiomas.
A votação pela internet durou três semanas. Os prêmios principais foram doados pelas empresas Toshiba, Archos, Terratec, O’Reilly e Sony Ericsson.
A “DW”, principal organizadora, ao lado de associações como a Repórteres sem Fronteiras, destacou o impacto desta quarta edição. Na premiação anterior, o número de contribuições ficou em 5,5 mil.
Segundo o site da emissora, o sistema de votação foi atacado por um “hacker”. Mas os votos durante o período de ataque foram anulados.

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Nicinha Diniz/Miami16/11/200716h28
Amar a vida, o trabalho, a familia, as pessoas,o lar, os animais, as flores,os campos, as viagens,a leitura, a musica, a danca, a ginastica, o sol, alimentacao equilibrada, ter fe e ser calmo, perdoar… eis o segredo da longevidade!!! Estou chegando la.Abracao para a jovem Maria Amelia. Fantastica.
Luis16/11/200716h21
E o Jovem Nerd que foi eleito o melhor Podcast do Planeta em 2007 nesta mesma votação não vai ser comentado por está reportagem??? Comeram bola G1, comeram bola!!
maria das graças silva fróes16/11/200715h19
e eu com 52 achando tudo muito ruim, querendo largar tudo e viver de papo pro ar esta maravilha de mulher ensina aos jovens que velho é o pensamento quando voltado para o que não presta valeu!
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Cortes de cabelo assimétricos são a tendência para o verão 2008

Cortes de cabelo assimétricos são a tendência para o verão 2008
Tons dégradés também estão em alta na temporada. Cabeleireiros dão dicas para os diferentes tipos de rosto.
Mauro Nascimento
Lisos ou cacheados, para pessoas clássicas ou modernas, a palavra de ordem para o verão 2008 quando o assunto é cabelo é assimetria. A tendência vale tanto para as formas dos cortes quanto para as cores das madeixas, garantem os cabeleireiros mais badalados do mercado.

“É importante descobrir o que combina com a gente. Não adianta só fazer um corte que combine com o tipo de rosto da pessoa e não tem nada a ver com o guarda roupa dela e seu estilo. O ideal é que a pessoa não fuja da sua base natural”, aconselha Rudi Werner, dono da rede de salões carioca que leva seu sobrenome. Às mulheres mais clássicas, que não gostam de desconstruir a forma do cabelo como um todo, ele sugere um clássico-moderno, com base inteira e repicado só nas pontas. Nos tons, uma boa pedida são os dégradés dois ou três tons abaixo da cor original.

Saiba mais

Rio x SP
Rixa cariocas X paulistas à parte, Werner dá a dica que acompanha o tipo de vida nas duas cidades. “O Rio é uma cidade mais despojada e o carioca mais leve e mais descontraído, pode abusar dos assimétricos. São Paulo já combina mais com os clássicos, é uma cidade mais clássica, que pode contrastar bases escuras com pontas claras”, compara ele. No Rio para o Hair Beauty Spa Show, que terminou na segunda-feira (12), o inglês Antony Licata, da Mahogany International Academy, diz que os cabelos desfiados, se bem cortados, são uma boa solução para as brasileiras, que costumam ter fios muitos volumosos.

“Você tem como cortar mais curto embaixo, tirando um pouco do volume, e deixar as mechas grandes por cima para compor o corte”, ensina ele, que depois de explorar modelos desfiados em forma de triângulo, trabalha com o repicado em retângulos ou em ‘L’.


Mauro Nascimento
A dica para seu tipo de rosto
Instrutor da escola de cabeleireiros do Senac, César Ney Eckhardt não só reafirma a tese de Antony, como vai além: “A tendência de despadronização, que funciona tanto para aumentar volume, quanto para diminuí-lo, serve para todos os tipos de cabelo.” Para rostos redondos, ele sugere cortes que deixem os fios se alongarem para dentro do rosto. “Se quero alongar, posso ter uma franja ou repicar na parte superior”, diz ele, que dá outra sugestão para quem possui o rosto mais comprido, em forma oval ou retangular. “Nesse caso você pode alargar a forma do cabelo. A altura do corte deve estar entre o queixo e o pescoço e uma boa opção é um corte com volume nas laterais para fazer um eixo equilibrado”, completa Eckhardt, avisando que mulheres com pescoço muito curto não devem usar muito comprimento nas madeixas. Para adaptar o modelo que você viu na TV ou na revista para o seu biotipo, Eckhardt lembra que fotos e uma boa conversa com o cabeleireiro antes do corte valem ouro. “Com isso, a cliente abre o espaço para o cabeleireiro entender o que ela quer, adaptar ao tipo de cabelo dela e de seu rosto e não frustrá-la”, dá a dica. Cortes de cabelo assimétricos são a tendência para o verão 2008
Tons dégradés também estão em alta na temporada. Cabeleireiros dão dicas para os diferentes tipos de rosto.

Mauro Nascimento
Lisos ou cacheados, para pessoas clássicas ou modernas, a palavra de ordem para o verão 2008 quando o assunto é cabelo é assimetria. A tendência vale tanto para as formas dos cortes quanto para as cores das madeixas, garantem os cabeleireiros mais badalados do mercado.

“É importante descobrir o que combina com a gente. Não adianta só fazer um corte que combine com o tipo de rosto da pessoa e não tem nada a ver com o guarda roupa dela e seu estilo. O ideal é que a pessoa não fuja da sua base natural”, aconselha Rudi Werner, dono da rede de salões carioca que leva seu sobrenome. Às mulheres mais clássicas, que não gostam de desconstruir a forma do cabelo como um todo, ele sugere um clássico-moderno, com base inteira e repicado só nas pontas. Nos tons, uma boa pedida são os dégradés dois ou três tons abaixo da cor original.

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Rixa cariocas X paulistas à parte, Werner dá a dica que acompanha o tipo de vida nas duas cidades. “O Rio é uma cidade mais despojada e o carioca mais leve e mais descontraído, pode abusar dos assimétricos. São Paulo já combina mais com os clássicos, é uma cidade mais clássica, que pode contrastar bases escuras com pontas claras”, compara ele. No Rio para o Hair Beauty Spa Show, que terminou na segunda-feira (12), o inglês Antony Licata, da Mahogany International Academy, diz que os cabelos desfiados, se bem cortados, são uma boa solução para as brasileiras, que costumam ter fios muitos volumosos.

“Você tem como cortar mais curto embaixo, tirando um pouco do volume, e deixar as mechas grandes por cima para compor o corte”, ensina ele, que depois de explorar modelos desfiados em forma de triângulo, trabalha com o repicado em retângulos ou em ‘L’.


Mauro Nascimento
A dica para seu tipo de rosto
Instrutor da escola de cabeleireiros do Senac, César Ney Eckhardt não só reafirma a tese de Antony, como vai além: “A tendência de despadronização, que funciona tanto para aumentar volume, quanto para diminuí-lo, serve para todos os tipos de cabelo.” Para rostos redondos, ele sugere cortes que deixem os fios se alongarem para dentro do rosto. “Se quero alongar, posso ter uma franja ou repicar na parte superior”, diz ele, que dá outra sugestão para quem possui o rosto mais comprido, em forma oval ou retangular. “Nesse caso você pode alargar a forma do cabelo. A altura do corte deve estar entre o queixo e o pescoço e uma boa opção é um corte com volume nas laterais para fazer um eixo equilibrado”, completa Eckhardt, avisando que mulheres com pescoço muito curto não devem usar muito comprimento nas madeixas. Para adaptar o modelo que você viu na TV ou na revista para o seu biotipo, Eckhardt lembra que fotos e uma boa conversa com o cabeleireiro antes do corte valem ouro. “Com isso, a cliente abre o espaço para o cabeleireiro entender o que ela quer, adaptar ao tipo de cabelo dela e de seu rosto e não frustrá-la”, dá a dica.

Aluna de comunicação vence EstiloPUC

Aluna de comunicação vence EstiloPUC
Segundo a morena de olhos verdes, Gabriela Machado, seu estilo é ‘tie-dye futurista’. Disputa foi acirrada, explicaram os jurados.

Da redação G1, no Rio
Gabriela Machado, 22 anos, ganhou o concurso EstiloPUC. Veja galeria de fotos (Foto: Mauro Nascimento/G1)
Muita ansiedade, correria nos bastidores e presença de mães e pais. O concurso EstiloPUC parou a universidade católica do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (12), na Gávea, Zona Sul da cidade.

Veja fotos das finalistas

Com DJ, assentos estilizados feitos com material reciclado e uma passarela com tapete vermelho, cerca de 600 alunos e professores lotaram o espaço reservado para o evento. Vinte meninas disputaram a vaga de aluna mais estilosa da universidade.

Gabriela Machado, olhos verdes, 9º período da comunicação, levou o troféu. Seu estilo? “Tie-dye futurista”, segundo ela, um tipo de tingimento que dá efeito manchado na roupa muito usada pelos hippies dos anos 70 com toques de modernidade.Os sete jurados que receberam a missão de escolher a melhor “filha” da PUC, fizeram um balanço do desfile e disseram que a disputa foi muito acirrada. Quem ousou e se arriscou, segundo eles, levou a melhor. É o caso da estudante Karine Botelho, 21 anos, 6º período de administração, que desfilou de chapéu e conquistou o terceiro lugar.

“Eu me senti uma estrela. Pelo menos uma vez na vida a gente tem que se sentir assim. E foi esse momento que escolhi”, contou com um sorriso largo e com o sotaque baiano de sua terra natal. Cada candidata fez duas entradas na passarela e algumas conseguiram arrancar aplausos entusiasmados dos rapazes com paradinhas e sorrisos maliciosos. Os jurados, formados por professores e pessoas ligadas à moda, como estilistas e bookers, analisaram as meninas pelo estilo das roupas e pela desenvoltura na passarela.

Jornalista ambiental

Da redação G1, no Rio
Da esquerda para a direita, Karine Botelho, que ficou em terceiro, Solange Mussi, segunda colocada e Gabriela Machado, a grande campeã (Foto: Mauro Nascimento/G1)
A campeã Gabriela demonstrou estar à vontade com seu novo status. Sem qualquer timidez, ela se sentou na entrada da passarela e fez pose, caras e bocas para fotógrafos e jornalistas. São os 15 minutos de fama da jovem que deseja ser jornalista ambiental e viajar muito.

Carioca de 22 anos, com vários dreads no cabelo, ela contou que sempre adorou moda e que sua mãe chegou a trabalhar no ramo como produtora. “Eu adoro tudo isso. A moda é uma expressão de opinião. Aos 15 anos cheguei a pensar em ser modelo, mas depois desencanei totalmente. Mulheres gostam de se produzir. Está no universo coletivo da mulher”, teorizou a estudante que se definiu como uma pessoa “infinita, que busca perguntas maiores e escolhe roupas como a busca de uma inquietude” particular.
Polêmica na platéia
Escondido no meio da multidão, o pai dos organizadores Pedro e Philippe Perdigão, não se continha. Orgulhoso com o sucesso dos seus filhos, Fenelon Perdigão assistiu ao desfile impressionado com a estrutura e a capacidade de organização da sua cria. “Eu vim escondido. Estou impressionado com a capacidade que eles tiveram de juntar tudo isso. Mobilizar tanta coisa e tanta gente”, disse. As alunas do 1º período de design, Ingrid Kraus e Carolina Koeler, ficaram admiradas com o desfile. Elas contaram que nos últimos dias o assunto principal da universidade era o concurso. “Nunca teve isso antes. É muito legal. Os garotos que organizaram mandaram muito bem. Eles pararam a PUC. Os professores nem cobraram chamada hoje. Está todo mundo acreditando nesse evento.”

Os insatisfeitos

Da redação G1, no Rio
‘Sou mais eu’ e ‘Nota zero’ escritos em folhas de papel improvisadas eram mostradas a cada candidata que entrava na passarela. Um protesto bem humorado sobre a beleza das concorrentes (Foto: Mauro Nascimento/G1)
A julgar pelo burburinho dos espectadores, entretanto, muita gente não aprovou a iniciativa. Alguns universitários reclamavam que o tema é fútil, que as meninas não são as mais bonitas e nem representam o que é ser realmente uma “puquiana”. Outros ainda acusaram os organizadores de usarem o evento como desculpa para não estudar. “Eu acho que esse evento não acrescenta em nada. Não participaria de jeito nenhum, mas estou curiosa para ver”, confessou a estudante do 2º período de comunicação, Nalita Campos, 18 anos. Nathalia Fernandes, 20 anos, no 3º período também da comunicação, preferiu não participar e não acredita que as meninas que desfilaram representem bem o estilo da sua universidade. “Temos alunas muito mais bonitas do que essas. Se você vier aqui num dia normal você vai ver pelo menos umas 20 mais bonitas. Essa história de estilo não existe. Ninguém está votando pelo estilo. Todo mundo quer saber e opinar quem é a mais bonita”, sentenciou.

Saiba mais
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O concurso
O concurso foi criado por três alunos da universidade que, durante uma noite de boemia, decidiram premiar a estudante mais estilosa da PUC. Pedro Bahia e os irmãos Pedro e Phillipe Perdigão, os organizadores do evento, disseram que a beleza das candidatas não teve peso na escolha final.

No total, 35 alunas da PUC-Rio participaram da seleção que teve como slogan: “já pensou em ser premiada por ser simplesmente você?”

Na primeira seletiva, sobraram 20 que foram selecionadas por meio de uma votação na internet. O curso de comunicação social é o que teve o maior número de representantes, com 15 candidatas, seguido de design, com dez participantes.

As finalistas ganharam roupas das grifes patrocinadoras do evento. As três primeiras colocadas foram premiadas com peças especiais, além de bolsa integral por seis meses em centro de dança. A grande vencedora ganhou contrato e book com a agência 40 Graus Models. Segundo Pedro Perdigão, pode acontecer de a agência se interessar por outras candidatas e chamá-las também.
Segundo a morena de olhos verdes, Gabriela Machado, seu estilo é ‘tie-dye futurista’. Disputa foi acirrada, explicaram os jurados.

Da redação G1, no Rio
Gabriela Machado, 22 anos, ganhou o concurso EstiloPUC. Veja galeria de fotos (Foto: Mauro Nascimento/G1)
Muita ansiedade, correria nos bastidores e presença de mães e pais. O concurso EstiloPUC parou a universidade católica do Rio de Janeiro na tarde desta segunda-feira (12), na Gávea, Zona Sul da cidade.

Veja fotos das finalistas

Com DJ, assentos estilizados feitos com material reciclado e uma passarela com tapete vermelho, cerca de 600 alunos e professores lotaram o espaço reservado para o evento. Vinte meninas disputaram a vaga de aluna mais estilosa da universidade.

Gabriela Machado, olhos verdes, 9º período da comunicação, levou o troféu. Seu estilo? “Tie-dye futurista”, segundo ela, um tipo de tingimento que dá efeito manchado na roupa muito usada pelos hippies dos anos 70 com toques de modernidade.Os sete jurados que receberam a missão de escolher a melhor “filha” da PUC, fizeram um balanço do desfile e disseram que a disputa foi muito acirrada. Quem ousou e se arriscou, segundo eles, levou a melhor. É o caso da estudante Karine Botelho, 21 anos, 6º período de administração, que desfilou de chapéu e conquistou o terceiro lugar.

“Eu me senti uma estrela. Pelo menos uma vez na vida a gente tem que se sentir assim. E foi esse momento que escolhi”, contou com um sorriso largo e com o sotaque baiano de sua terra natal. Cada candidata fez duas entradas na passarela e algumas conseguiram arrancar aplausos entusiasmados dos rapazes com paradinhas e sorrisos maliciosos. Os jurados, formados por professores e pessoas ligadas à moda, como estilistas e bookers, analisaram as meninas pelo estilo das roupas e pela desenvoltura na passarela.

Jornalista ambiental

Da redação G1, no Rio
Da esquerda para a direita, Karine Botelho, que ficou em terceiro, Solange Mussi, segunda colocada e Gabriela Machado, a grande campeã (Foto: Mauro Nascimento/G1)
A campeã Gabriela demonstrou estar à vontade com seu novo status. Sem qualquer timidez, ela se sentou na entrada da passarela e fez pose, caras e bocas para fotógrafos e jornalistas. São os 15 minutos de fama da jovem que deseja ser jornalista ambiental e viajar muito.

Carioca de 22 anos, com vários dreads no cabelo, ela contou que sempre adorou moda e que sua mãe chegou a trabalhar no ramo como produtora. “Eu adoro tudo isso. A moda é uma expressão de opinião. Aos 15 anos cheguei a pensar em ser modelo, mas depois desencanei totalmente. Mulheres gostam de se produzir. Está no universo coletivo da mulher”, teorizou a estudante que se definiu como uma pessoa “infinita, que busca perguntas maiores e escolhe roupas como a busca de uma inquietude” particular.
Polêmica na platéia
Escondido no meio da multidão, o pai dos organizadores Pedro e Philippe Perdigão, não se continha. Orgulhoso com o sucesso dos seus filhos, Fenelon Perdigão assistiu ao desfile impressionado com a estrutura e a capacidade de organização da sua cria. “Eu vim escondido. Estou impressionado com a capacidade que eles tiveram de juntar tudo isso. Mobilizar tanta coisa e tanta gente”, disse. As alunas do 1º período de design, Ingrid Kraus e Carolina Koeler, ficaram admiradas com o desfile. Elas contaram que nos últimos dias o assunto principal da universidade era o concurso. “Nunca teve isso antes. É muito legal. Os garotos que organizaram mandaram muito bem. Eles pararam a PUC. Os professores nem cobraram chamada hoje. Está todo mundo acreditando nesse evento.”

Os insatisfeitos

Da redação G1, no Rio
‘Sou mais eu’ e ‘Nota zero’ escritos em folhas de papel improvisadas eram mostradas a cada candidata que entrava na passarela. Um protesto bem humorado sobre a beleza das concorrentes (Foto: Mauro Nascimento/G1)
A julgar pelo burburinho dos espectadores, entretanto, muita gente não aprovou a iniciativa. Alguns universitários reclamavam que o tema é fútil, que as meninas não são as mais bonitas e nem representam o que é ser realmente uma “puquiana”. Outros ainda acusaram os organizadores de usarem o evento como desculpa para não estudar. “Eu acho que esse evento não acrescenta em nada. Não participaria de jeito nenhum, mas estou curiosa para ver”, confessou a estudante do 2º período de comunicação, Nalita Campos, 18 anos. Nathalia Fernandes, 20 anos, no 3º período também da comunicação, preferiu não participar e não acredita que as meninas que desfilaram representem bem o estilo da sua universidade. “Temos alunas muito mais bonitas do que essas. Se você vier aqui num dia normal você vai ver pelo menos umas 20 mais bonitas. Essa história de estilo não existe. Ninguém está votando pelo estilo. Todo mundo quer saber e opinar quem é a mais bonita”, sentenciou.

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O concurso
O concurso foi criado por três alunos da universidade que, durante uma noite de boemia, decidiram premiar a estudante mais estilosa da PUC. Pedro Bahia e os irmãos Pedro e Phillipe Perdigão, os organizadores do evento, disseram que a beleza das candidatas não teve peso na escolha final.

No total, 35 alunas da PUC-Rio participaram da seleção que teve como slogan: “já pensou em ser premiada por ser simplesmente você?”

Na primeira seletiva, sobraram 20 que foram selecionadas por meio de uma votação na internet. O curso de comunicação social é o que teve o maior número de representantes, com 15 candidatas, seguido de design, com dez participantes.

As finalistas ganharam roupas das grifes patrocinadoras do evento. As três primeiras colocadas foram premiadas com peças especiais, além de bolsa integral por seis meses em centro de dança. A grande vencedora ganhou contrato e book com a agência 40 Graus Models. Segundo Pedro Perdigão, pode acontecer de a agência se interessar por outras candidatas e chamá-las também.