Médicos em alerta contra a meningite

Médicos em alerta contra a meningite
Por Maria Rocha
Os familiares do funcionário da Tribuna da Bahia que morreu de meningite disseram não ter conhecimento da maneira pela qual ele contraiu a doença. Este é o segundo caso ocorrido em uma semana na capital. Jorge Anderson Gonçalves Souza ficou internado por 36 dias no Hospital Couto Maia, e faleceu às 05h15 de segunda-feira. O caso anterior foi o do percussionista da Banda Eva, Fabrício Scaldaferri dos Santos. A doença apresenta vários sintomas, é mais comum em crianças de até cinco anos e mais rara em idosos. A população tem demonstrado preocupação em relação aos casos que vêm ocorrendo no Estado. O Hospital Couto Maia já contabilizou de janeiro até agora 243 casos de meningite viral. Desses, 30 pessoas foram contaminadas pela Meningococo. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) os bairros com maior incidência da doença são: Massaranduba, Boca do Rio, Uruguai e Itapuã e tem acometido crianças entre 5 e 8 anos de idade em sua maior parte do sexo masculino 57%. A meningite é causada pela bactéria Nisseria Meningitidis que pode ser de três tipos: Meningite Meningocócica, Meningococcemia e a mais leve e mais difícil de deixar seqüelas, a doença meningocócica. Elas podem ser classificadas em três graus A, B e C. Este último, segundo a diretora da Divisão Epidemiológica da Sesab, Fátima Guirra não é muito comum no Estado. Cefaléia intensa, náuseas, vômitos e certo grau de confusão mental são os sintomas mais comuns da doença. O paciente poderá apresentar também um quadro infeccioso com febre alta, mal-estar e agitação psicomotora. A rigidez da nuca é um sintoma tradicional que indica irritação meníngea. De acordo com os médicos a enfermidade é mais difícil de ser diagnosticada em crianças menores. Pois elas não se queixam de cefaléia e de irritação meníngea. O quadro mais comum que apresentam é de febre, vômito, convulsões e abaulamento de fontanelas. Pode ocorrer surtos ocasionais e epidemias em qualquer país do mundo. A doença segundo estudos tem distribuição global. A África é considerada a região com maior número de casos. As alterações climáticas influenciam a dinâmica da transmissão. As epidemias são mais freqüentes no inverno em regiões de clima temperado e nas estações secas em regiões tropicais. Pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais comum em crianças de até cinco anos e mais rara em idosos. Aqui no Brasil, os casos são esporádicos com sustos e epidemias ocasionais. A maior ocorreu na década de 70, e os sorogrupos identificados foram o A e C. Na década de 80 o sorogrupo B foi o mais freqüente, com epidemia em 1988. Foram notificados no Brasil cerca de 80 mil casos nos últimos 20 anos. O sorogrupo C é considerado o mais freqüente, este foi o responsável por alguns surtos, o que motivou a vacinação em massa de crianças e adultos em 1995.