No final do ano passado, um espião russo, ex-funcionário da temida KGB, aparece morto por uma doença terrível e desconhecida.

No final do ano passado, um espião russo, ex-funcionário da temida KGB, aparece morto por uma doença terrível e desconhecida. Agora, a viúva desse espião e o melhor amigo dele lançam um livro que acusa: foi o próprio presidente da Rússia que ordenou o assassinato.O ex-espião russo chama-se Alexander Litvinenko, conhecido por Sasha. Ele tinha 42 anos de idade, era atlético e saudável. Só que, em novembro do ano passado, uma dose de veneno devastou seu aparelho digestivo, destruiu o DNA de suas células e causou a falência de todos os órgãos. O veneno era um elemento radioativo muito raro: o polônio 210. Sasha morreu em 23 de novembro de 2006. Três semanas antes, um encontro misterioso já tinha selado o destino dele. De acordo com os promotores britânicos, o envenenamento aconteceu em um bar, dentro do Hotel Millenium, no centro de Londres. Neste local, Sasha se encontrou com dois conhecidos dele, russos, para falar de negócios. Um desses conhecidos é acusado pelo governo britânico de ter matado Sasha.
Livro
Esta historia está agora sendo contada em livro, escrito pela mulher de Sasha, Marina Litvinenko, e por um dos maiores amigos dele, o doutor Alexander Goldfarb. No livro, os dois fazem uma acusação direta: foi o governo do presidente russo, Vladimir Putin, que mandou matar Sasha. Os dois ressaltam que 97% da produção mundial de polônio vêm da Rússia e que, embora o caso de Sasha seja o primeiro da história por envenenamento com polônio, a substância faz parte do manual de venenos da KGB, a polícia secreta da ex-União Soviética.
Acusações e MSI
Sasha era famoso na Rússia. Ex-agente da KGB, no ano 2000, Sasha foi à TV acusar seus próprios chefes de corrupção e de planejar e executar assassinatos. Foi preso. Ao sair da cadeia, fugiu com Marina e o filho para a Inglaterra. No exílio, seguiu com críticas ferozes a Putin. A principal delas: acusou o presidente russo de mandar explodir prédios residenciais em Moscou, matando centenas de civis, e jogar a culpa em terroristas, para usar isso como pretexto para massacrar a Chechênia, região que busca se separar da Rússia.
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